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Por um financiamento da Ciência e Tecnologia que garanta o planejamento de longo prazo e continuidade das pesquisas

Os resultados já alcançados com a pesquisa liderada pela bióloga Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sobre a polilaminina, medicamento experimental desenvolvido no Brasil para tratar lesões na medula espinhal, evidenciam o que “o Brasil é capaz de fazer quando aposta em seus cientistas. A Dra. Tatiana e sua equipe enfrentaram décadas de dificuldades, escassez de recursos e burocracias para levar uma descoberta do laboratório ao leito hospitalar. Se hoje há esperança para pessoas com lesão medular, isso se deve à persistência de pesquisadores e à existência, ainda que precária, de políticas públicas de fomento à ciência.

Atualmente, o quadro de financiamento da Ciência e Tecnologia é substantivamente diferente do que imperou no governo de Jair Bolsonaro, orientado por uma política de terra arrasada nesse campo.

No entanto, a política de austeridade fiscal vigente “impõe  contingenciamentos e cortes de recursos que comprometem o planejamento de longo prazo e a continuidade de pesquisas que exigem estabilidade”.

É preciso enfrentar o sistema da dívida pública que mantém o sequestro anual de trilhões do orçamento público para o mercado financeiro e determina o subfinanciamento das políticas sociais, da universidade pública, da ciência e tecnologia.

Confira a íntegra do texto ‘Medicamento que reabilita paraplégicos mostra que em ciência não se corta, investe’, de Fernando Cruz Moraes, na página da Auditoria Cidadã da Dívida.