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Nas ruas de BH, as bandeiras de uma luta internacional no 1º de maio

Contra bilionários, reformas trabalhistas e perda de tempo de vida, trabalhadoras e trabalhadores se mobilizam ao redor do mundo.

Manifestantes carregaram bandeiras de Cuba e da Palestina no ato público de 1º de maio em Belo Horizonte | Foto: acervo do APUBHUFMG+.

Segundo notícia do Brasil de Fato, “(…) De Buenos Aires a Paris, de Manila a Istambul, de Havana a Nova York, a data foi marcada por atos contra bilionários, reformas trabalhistas, perda de renda e jornadas cada vez mais exaustivas.(…)” Em Belo Horizonte vocalizamos as pautas do fim da escala 6×1, com redução da jornada de trabalho sem redução salarial, da defesa das estatais e do serviço público. No ato, com concentração na Praça Raul Soares, a partir das 9h, seguida de uma caminhada unitária até a Praça 7, os discursos na abarcaram também a solidariedade internacionalista, contra os ataques imperialistas em defesa da soberania e da autodeterminação dos povos.

Ainda segundo o Brasil de Fato, a data de 1º de maio, criada em decorrência da luta pela jornada de oito horas, teve o sentido renovado em países, como o Brasil, “(…) onde o tempo de trabalho voltou ao centro da disputa política. Em diferentes contextos, trabalhadores denunciam que a crise tem sido enfrentada por governos e empresas com cortes, flexibilização de direitos, arrocho salarial e ampliação da exploração.

Argentinos protestaram contra a Reforma Trabalhista do presidente Javier Milei. Nos Estados Unidos da América, os atos miraram os bilionários e a política migratória. A Europa teve protestos por paz e direitos. Na América Latina e Caribe, a luta por soberania foi uma das bandeiras centrais. Ásia e África denunciaram a carestia. Em Gaza, a violência permanente do sionismo isralense, em guerra cruel e sem trégua, impediu mobilizações.

Como pano de fundo de todas essas manifestações, está a crise prolongada do sistema capitalista que se desdobra de formas diferentes nos países centrais e nos de economia dependente, mas que têm em comum a supressão de direitos de trabalhadoras e trabalhadores.

Em um contexto de falência das democracias liberais, esse quadro de retirada de direitos se articula à ascensão da extrema direita com uma proposta política marcada pelo autoritarismo, pelo discurso de ódio e pela violência. Na ponta de lança desse movimento fascista, o presidente estadunidense, diante da contínua perda de hegemonia dos EUA no plano econômico, intensifica o uso da força militar para controlar territórios e riquezas naturais. O massacre do povo palestino, os cercos a Venezuela e Cuba e  a guerra contra o Irã são os crueis resultados da busca por manter a hegemonia global por todos os meios.

À classe trabalhadora resta a luta contra o capital por meio dos enfrentamentos locais que devem se articular cada vez mais em uma perspectiva internacionalista, uma possibilidade concreta evidenciada pela convergência das bandeiras de reivindicação, neste 1º de maio. Essa convergência de bandeiras faz ecoar mais forte o chamado que vem do Sec. XIX: “Trabalhadores de todo o mundo: uni-vos!”

 

GALERIA DE FOTOS: 01/05/2026 | Ato de 1º de maio, Dia de Lutas da Classe Trabalhadora – Belo Horizonte e Montes Claros