Nas ruas, conversamos com o principal interessado com o fim da escala 6×1: o povo trabalhador

O APUBHUFMG+ realizou, em parceria com o movimento VAT (Vida Além do Trabalho) e de docente filiada ao SINDCEFET-MG (Sindicato dos Docentes do CEFET-MG), uma ação de conscientização junto à população sobre a redução da jornada de trabalho sem redução de salário e o fim da escala 6×1. Promovida na manhã da última segunda-feira (13/04), a iniciativa contou com panfletagem e diálogo na Estação do MOVE e na entrada do Campus Pampulha da UFMG.
Outros movimentos populares também promoveram panfletagens em diferentes estações do Move e locais de grande circulação de pessoas. Ao longo do dia, abordamos centenas de pessoas e também convidamos a população a levantar a bandeira da vida além do trabalho no ato público de 1º de maio, Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora. Por meio dessa ação de agitação, buscamos envolver o principal interessado com o fim da escala 6×1: o povo trabalhador.

Entramos em um momento fundamental, em que o debate vem ganhando espaço junto à população, assim como no Planalto e no Congresso Nacional. Na última terça-feira (14/03), o governo Lula encaminhou, em caráter de urgência, para o Congresso um projeto de lei para acabar com a escala 6×1 e diminuir a jornada para 40 horas, sem redução de salário. Além da versão presidencial, parlamentares já apresentaram propostas diferentes, como a PEC 08/25, encaminhada pela deputada Erika Hilton (PSOL), que prevê a redução da jornada de 44h para 36h semanais.
Não podemos perder de vista, porém, que a maior parte da atual composição do Congresso é composta por parlamentares do Centrão e da Extrema Direita, que são verdadeiros inimigos do povo. Ou seja, se depender dessa ala política nenhuma destas propostas será votada. Esse cenário reforça o que já sabemos: nenhum direito da classe trabalhadora foi dado, mas sempre conquistado. A luta popular é a nossa forma de influenciar a classe política. Dessa maneira, o envolvimento de toda a população é fundamental, pois a pressão social é a nossa ferramenta para conquistar, manter e ampliar os nossos direitos.
Some-se a essa luta por vida além do trabalho e por mais justiça na distribuição da riqueza produzida! E fique atento(a) às próximas atividades de mobilização!

