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Frente tenta unir forças políticas divergentes em movimento Direitos Já! Fórum pela Democracia

Fonte: Rede Brasil Atual

“Critério não é o ideológico, mas o compromisso com a democracia e com estarmos juntos em defesa do Estado democrático de direito”, diz organizador

Evento em São Paulo reuniu partidos políticos, movimentos sociais, centrais sindicais, estudantes, lideranças religiosas e da sociedade civil

São Paulo — Foi lançado na noite dessa segunda-feira (4), em São Paulo, o movimento Direitos Já! Fórum pela Democracia. No anfiteatro Tucarena, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o evento reuniu representantes de diversas entidades da sociedade civil, centrais sindicais, lideranças religiosas e movimentos sociais, e teve a participação políticos de 16 partidos, de esquerda, de centro e de direita, do PT ao PSDB.

“É uma iniciativa que vem para mobilizar a sociedade e, ao mesmo tempo, ter um papel de defesa do Estado democrático de direito”, explica o sociólogo Fernando Guimarães, coordenador nacional do Direitos Já! Fórum pela Democracia, em entrevista ao jornalista Glauco Faria, na Rádio Brasil Atual.

Para ele, a representatividade dos grupos presentes, em seus mais diversos espectros ideológicos, não era vista desde a campanha pelas Diretas Já. Segundo Guimarães, a ideia do movimento nasceu no dia seguinte a eleição de Jair Bolsonaro (PSL), em decorrência das falas do atual presidente em direção a uma agenda anti-civilizatória.

“O critério para participar não era o ideológico, mas sim o compromisso com a democracia. Entendíamos que era a hora de esquerda, centro, direita, todos estarem juntos em defesa de um único ponto, ou seja, a democracia e Estado democrático de direito, valores fundamentais para a Constituição”, afirma Fernando Guimarães.

O sociólogo destaca que lutar pela democracia e reunir partidos e grupos de campos ideológicos distintos significa, justamente, dar o recado de querer continuar a ter visões diversas e pluralidade política. E enfatiza não haver estratégia eleitoral no movimento. “O que há, é a leitura comum de que o momento que se vive hoje traz apreensão e exige resposta, exige uma vacina.”    

Acompanhe a entrevista completa