Assembleia Docente da UFMG deliberou pelo apoio à Chapa Lula/Patrus/Marília/Áurea nas eleições de 2026!
No dia 28/08/2026, no Auditório B107 do CAD 3, no Campus Pampulha, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o APUBHUFMG+ realizou uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para que sua base decidisse se a entidade se posicionaria em relação às candidaturas para presidência da república, governo de Minas e Senado Federal.
A assembleia começou com informes sobre iniciativas de mobilização de docentes de universidades federais em torno das eleições. O primeiro foi o da chamada feita pela corrente do ANDES-SN Confluência Democrática para que as direções de Seções Sindicais desse Sindicato Nacional mobilizassem suas bases na campanha de apoio a Lula, já no 1º turno. O segundo foi o da existência do Comitê UFMG com Lula e Patrus constituído pelos três segmentos da comunidade universitária da UFMG. O terceiro informe ficou sob a responsabilidade da consultora jurídica e advogada do Sindicato Júlia Bonifácio, que sintetizou um parecer jurídico de sua autoria sobre a atuação de sindicatos nas eleições, divulgado para a categoria no dia 07/08, junto com o posicionamento da diretoria do APUBHUFMG+, acessível neste link. Ainda na seção de informes, uma professora pediu a palavra e divulgou uma série de atividades já realizadas pelo Comitê UFMG com Lula e Patrus que atua no Campus Saúde.
Dados os informes, passou-se à apresentação de uma síntese do texto “Conjuntura, eleições, defesa das universidades e da soberania nacional”, elaborado pela diretoria como contribuição ao segundo ponto de pauta da AGE: Conjuntura nacional e posicionamento do APUBHUFMG+ nas eleições de 2026. Ao final dessa síntese, o presidente do sindicato, professor Helder de Figueiredo e Paula, que conduziu a mesa, leu o último parágrafo do texto no qual a diretoria defende o apoio à seguinte chapa majoritária em Minas Gerais: Lula para presidente; Patrus para governo de Minas; Áurea e Marília para o Senado. Nesse ponto de conjuntura, a maioria das inscrições das pessoas presentes na AGE concordou com a análise de conjuntura expressa no texto e com o apoio à chapa majoritária nele sugerido. Essas pessoas, todavia, sugeriram alterações pontuais no texto para que ele se transformasse em uma expressão do posicionamento de toda a assembleia e não apenas da diretoria do Sindicato.
Apenas duas pessoas se inscreveram no ponto de conjuntura para divergir do apoio a uma chapa majoritária específica, embora tenham apontado convergência com a análise apresentada no texto da diretoria. Ambas defenderam que a assembleia apontasse o voto de forma ampla, não apenas para a chapa majoritária indicada pela diretoria, mas para toda(o)s a(o)s candidata(o)s de esquerda, tendo em vista que a UP, o PCB, o PCO e o PSTU lançaram candidaturas próprias, que também se opõem às candidaturas da direita e extrema direita. Após essas duas inscrições, uma professora alinhada com a proposta da diretoria questionou o último parágrafo do texto que propunha apoiar candidaturas proporcionais do campo da esquerda para a ALMG e a Câmara dos Deputados. Essa professora reivindicou que o apoio às candidaturas proporcionais deveria ser dado às/aos deputada(o)s associada(o)s à chapa majoritária encabeçada pelo presidente Lula.
Terminadas as inscrições, a mesa encaminhou a votação da seguinte forma. Em primeiro lugar, votou-se se haveria apoio para a chapa majoritária encabeçada pelo presidente Lula ou se o apoio seria feito de forma genérica às candidaturas de esquerda que se opõem à direita e à extrema direita. A Assembleia, então, aprovou o apoio à chapa majoritária encabeçada pelo presidente Lula. Em seguida, votou-se se o apoio às candidaturas proporcionais seria dado às/aos deputada(o)s associada(o)s à candidatura Lula ou, novamente, se a indicação apontaria de forma ampla para o campo da esquerda. A Assembleia aprovou o apoio às/aos deputada(o)s associada(o)s à candidatura Lula. Por fim, a mesa leu todas as propostas de alteração ou complementação do texto apresentado pela diretoria. As pessoas presentes foram orientadas a apresentar destaques para cada proposta de alteração registrada e lida pela mesa. O único destaque foi à proposta de inserção no texto de referências ao efeito do negacionismo que contribuiu para o grande número de mortes provocadas pela pandemia da COVID-19. Outro destaque propôs uma complementação com a inserção de dados que apontassem a gravidade do efeito do negacionismo no período da pandemia. A professora que fez o primeiro destaque concordou com a complementação. Isso permitiu que a mesa colocasse para votação em bloco todas as propostas de alteração ou complementação do texto, que foram aprovadas pela Assembleia. Propostas adicionais foram apresentadas em inscrições seguintes com ações dentro da UFMG de apoio à campanha da chapa encabeçada pelo presidente Lula . A mesa, então, retomou informações sobre as restrições para atuação dos sindicatos nas campanhas eleitorais para explicar que tais propostas adicionais deveriam ser encaminhadas pelo Comitê UFMG com Lula e Patrus, dado que apenas o Comitê poderia viabilizá-las com o financiamento das pessoas que já o integram ou o integrarão.
Por fim, a Assembleia aprovou que o Sindicato utilize suas mídias usuais de comunicação com a base para divulgar as ações do Comitê da campanha de apoio à chapa Lula/Patrus/Marília e Áurea e às/aos candidata(o)s à deputada(o)s estaduais e federais alinhados com essa chapa. Essa utilização é permitida pela legislação eleitoral desde que nenhum recurso financeiro, para além dos usualmente utilizados para manutenção dessas mídias, seja utilizado para veicular peças de campanha. O texto inicial apresentado pela diretoria será amplamente divulgado em suas mídias usuais com as alterações aprovadas na AGE do APUBHUFMG+. Por ampla aprovação das pessoas presentes na Assembleia, o texto divulgado, acessível neste link, expressa de forma legítima e incontestável o posicionamento majoritário das pessoas presentes.
Vamos à luta por um projeto de Brasil soberano, democrático, desenvolvido e com inclusão social no qual a universidade pública seja valorizada e tenha um papel central em sua construção!
