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A venda da COPASA nos convoca a interromper a política entreguista em Minas! 

O governo Zema/Simões, com apoio de uma maioria parlamentar na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), representante dos interesses do mercado financeiro, retirou da população de Minas o direito constitucional de decidir sobre a venda da COPASA. 

Em sequência, essa mesma maioria, inimiga do povo mineiro, autorizou a venda da empresa, que presta o serviço essencial de abastecimento de água e de coleta e tratamento de esgoto. 

Foram indiferentes aos resultados de pesquisa de opinião e consulta por Plebiscito Popular indicando que a população de nosso estado é contra a privatização da COPASA. Ignoraram toda a pressão popular contra a entrega desse patrimônio público fundamental. O APUBHUFMG+ participou intensamente dessa luta! Veja neste link um dos muitos momentos de mobilização em que o Sindicato esteve presente.

Nesta terça-feira, 17/06, no entanto, a água, um bem essencial à vida, virou mercadoria, e as ações da COPASA foram vendidas ao preço de 49,03 reais a unidade. 

Agora, a detentora principal do capital social da COPASA é a Equatorial, a mesma que é acionista de referência da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP) e penaliza o povo do estado do São Paulo com péssimos serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, além de colocar em risco a segurança pública, como ficou mostrado na explosão decorrente de perfuração pela SABESP da tubulação de gás, que matou um cidadão paulistano e deixou outra(o)s três feridos. Em 5 de junho, essa mesma empresa causou novo vazamento ao perfurar novamente a rede de distribuição de gás. Essa empresa será a responsável por ofertar os serviços anteriormente prestados pela Copasa! Esse é o legado que Zema está deixando para Minas Gerais!

Contudo, a luta contra a privatização continua. A revogação do direito constitucional do povo mineiro ser consultado por referendo popular está sub júdice no Supremo Tribunal Federal. Conforme notícia do Brasil de Fato, “Entidades sindicais pressionam para que o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) invalide o processo de privatização, que foi marcado por uma série de irregularidades e contou com o apoio do ex-presidente do conselho da empresa, indicado por Zema, que confessou já ter pagado propina para vender contratos de saneamento”. Parlamentares, que tentaram por todos os meios reverter o quadro de apoio majoritário na ALMG à privatização, continuarão buscando caminhos para reverter a venda da COPASA. 

O APUBHUFMG+ segue acompanhando esse processo,  apoiará e participará das mobilizações em defesa das empresas públicas mineiras. Mas entende que, além da luta nas redes e nas ruas, teremos este ano nova possibilidade de, nas urnas, interromper essa política entreguista que fez de Minas Gerais um balcão de negócios muito lucrativo para a classe empresarial e deletério para o povo trabalhador. 

É hora de se engajar numa campanha que eleja parlamentares e governantes comprometidos com as liberdades democráticas e com um projeto de sociedade em que bens vitais como a água sejam tratados como bens públicos em vez de mercadorias para geração de lucro.