Acontece na APUBH

APUBH convida toda a categoria docente para o 25º Grito dos Excluídos: vamos dar um grito contra a destruição do Brasil

 

No próximo dia 7 de setembro ocorre, em todo o país, o 25º Grito dos Excluídos com o lema “Esse sistema não Vale! Lutamos por justiça, direitos e liberdade”.

Neste momento, os cortes de recursos nas áreas de Educação, Ciência e Tecnologia ameaçam as universidades e institutos federais (IFES). Milhares de estudantes das classes C, D e E, incluídos nas IFES por meio das políticas de cotas e que já mostraram seu valor acadêmico em diversas pesquisas publicadas nos últimos anos correm o risco de serem excluídos das nossas universidades e institutos. Toda uma geração de pesquisadores está ameaçada e o Brasil corre o risco de ser excluído da lista dos países que produzem Ciência e Tecnologia de qualidade. Por tudo isso, temos todos os motivos para participar deste importante grito contra a destruição do Brasil.

Essas são algumas justificativas para que a diretoria do APUBH se junte às Frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo e ao Fórum das Centrais sindicais na convocação de mais um Grito dos Excluídos. Precisamos combater a exclusão social e lutar para que ela não se intensifique em nosso país. Mas temos mais motivos para participar!

Iniciamos 2019 com a marca da destruição e da morte provocada pelo crime da Vale em Brumadinho. Nas últimas semanas fomos surpreendidos por uma escalada criminosa das queimadas na região amazônica. São exemplos da ganância de um sistema que coloca o lucro acima da vida e do planeta.

Amargamos uma das mais graves crises econômicas da nossa história. A economia não cresce e os desempregados, os que desistiram de procurar emprego e os ocupados precarizados já somam 28,4 milhões de pessoas. Vamos às ruas gritar contra a destruição dos empregos e do trabalho.

O resultado de um período tão difícil para os brasileiros é a exclusão e a violência. Desde 2014 a desigualdade só cresce. Os jovens, em especial os negros e pobres, são as vítimas preferenciais da violência. Não são mais armas que vão mudar essa realidade. Vamos às ruas gritar contra a desigualdade e a violência.

Frente a esse cenário dramático para a classe trabalhadora, o governo e a maioria do congresso nacional se dedicam a destruição de políticas públicas e de direitos sociais. Assim é com a proposta de reforma da Previdência, o fim do Programa Minha Casa, Minha Vida, com os cortes e destruição das políticas sociais. Vamos às ruas gritar contra a destruição dos direitos.

Os cortes na educação, em todos os níveis e os ataques à ciência, às universidades e a liberdade de ensino, minam a capacidade de o país projetar um futuro melhor. As privatizações, por sua vez, visam entregar instrumentos fundamentais para alavancar o desenvolvimento nacional. Vamos às ruas para que não destruam nosso futuro e nossa soberania.

Também precisamos ir às ruas defender nossa liberdade de lutar e de nos organizarmos, nos movimentos sociais, nas entidades sindicais e estudantis. Vamos dar um grito contra aqueles que buscam destruir nossas organizações e criminalizar nossas lideranças.

Não nos faltam motivos para gritar contra a destruição do Brasil. Vamos defender a democracia, a soberania nacional, a educação pública, o direito ao trabalho, os direitos humanos e sociais, o meio ambiente e a Amazônia. Venha conosco nesse dia 7 de setembro!

Nenhum Direito a Menos!