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Estudantes, docentes e técnica(o)s administrativa(o)s juntos para eleger Lula no 2º turno!

 

No final da tarde do dia 08/10, no gramado da Reitoria da UFMG, ocorreu uma assembleia da comunidade universitária da nossa universidade, que foi convocada pelo DCE, APUBH e SINDIFES. O gramado ficou lotado e a força dessa presença massiva, principalmente, de estudantes, animou a todas as pessoas presentes e deve animar a toda(o)s aquela(e)s que lerem este registro de mais um marco histórico nas lutas da comunidade acadêmica da UFMG por democracia, justiça e direitos sociais. Foi uma atividade vibrante, potente, com uma participação majoritária de estudantes que, a exemplo da UFMG, se organizam e realizam manifestações massivas em apoio à reeleição de Lula, em todo o Brasil.

 

Histórico do processo que culminou na assembleia

Logo no início da disputa do 1º turno das eleições, em 07 de agosto, a Diretoria Executiva do APUBHUFMG+ tornou público seu apoio ao Presidente Lula, dada sua compreensão sobre o quão era importante derrotar a Extrema-direita nas eleições presidenciais de 2026, no Brasil, do entendimento de que dos candidatos comprometidos com a soberania do país e a valorização dos serviços públicos, Lula era o único candidato com condições reais de evitar que os EUA se apossasse dos enormes recursos naturais e estratégicos de nosso país. 

Em todas as sete eleições anteriores realizadas na América Latina, desde o início do segundo governo de Donald Trump, a direita e a Extrema-direita saíram vitoriosas. Dado o enorme poder dos EUA sobre a mídia hegemônica, as plataformas de redes sociais e os principais setores da burguesia atuante no Brasil, não havia motivos para duvidarmos de que as eleições de 2026 seriam as eleições mais difíceis desde o fim da ditadura militar.

Em notícia publicada na página do sindicato, a Diretoria alertou sobre a hipótese muito concreta da volta da extrema-direita ao executivo federal e da retomada do projeto de destruição das universidades públicas e do serviço público em geral, que esse grupo político colocou em prática quando ocupou o governo federal entre 2018 e 2022. Havia, portanto, o imperativo de fazermos a mobilização necessária para eleger Lula já no 1º turno, dado o prazo exíguo de reversão de eventual desvantagem nesse primeiro momento das eleições. 

O apoio à candidatura Lula desde o início do período eleitoral, também foi justificado pela importância de aumentar o sucesso das candidaturas alinhadas com os interesses populares, dado o fato de que a hegemonia do bloco parlamentar formado pela coalizão entre Centrão e Extrema-direita resultou em um Congresso Nacional que atuou, sistematicamente, como verdadeiro inimigo do povo, durante o governo Lula 3, bem como que sequestrou o orçamento federal e impôs enorme dificuldade de governança para o Executivo Federal.

Na análise de conjuntura apresentada pela Diretoria na Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo APUBH com a pauta “Vamos nos posicionar nas eleições?”, que foi realizada no dia 28 de agosto, deu-se destaque à importância geopolítica das eleições de 2026, dado o fato de que os EUA de Donald Trump escancararam para o mundo, com o cinismo que deu lugar à hipocrisia, na política externa estadunidense, um projeto de intervenção na América Latina. O ano de 2026 iniciou com uma intervenção militar na Venezuela, que Trump não teve receio de admitir ter sido motivada pelo petróleo venezuelano. 

Em 2025, quatro eleições na América Latina ocorreram sob forte influência  dos EUA e resultaram na vitória de candidatos fantoches alinhados aos interesses estadunidenses. Em outubro de 2025, nas eleições legislativas na Argentina, saiu vitorioso e fortalecido o governo fantoche de Javier Milei, que apresentava sinais de desgaste com pesquisas indicando uma derrota iminente nas urnas. Em 2026, tivemos a eleição de Laura Fernández, em fevereiro. Em junho, foi a vez de Keiko Fujimori no Peru e de Abelardo de la Espriella na Colômbia. 

Com base em todas essas informações, como acreditar que o “mero fato” de Flávio Bolsonaro ter se envolvido em sucessivos e ininterruptos escândalos de corrupção, desde que se tornou vereador aos 21 anos, impediria as chances de uma vitória nas eleições brasileiras? Como acreditar na isenção da mídia venal, burguesa e hegemônica no Brasil ou ignorar a provável “justiça seletiva” dos ministros bolsonaristas comandando o TSE e a relatoria dos casos mais sensíveis no STF? 

A Diretoria do APUBH não logrou êxito em mobilizar a maioria da(o)s docentes da UFMG em torno da importância de evitar a vitória da extrema-direita no Brasil, o que, em termos práticos, significava trabalhar para a reeleição do Presidente Lula. Outras entidades sindicais orientadas pela mesma análise de conjuntura que orientou a atuação política da Diretoria do APUBH, desde o início de agosto de 2026, também não obtiveram sucesso para que criássemos a mobilização necessária da comunidade acadêmica brasileira. A lição que fica para toda(o)s nós, que compomos essa comunidade, aponta para a importância de não ignorarmos os momentos críticos que exigem uma ação política contundente e nos guiarmos por análises de conjuntura calcadas em uma análise concreta da situação concreta em que vivemos em cada quadra histórica. 

 

Um desafio à nossa altura que venceremos com atuação coordenada e  inteligente

Agora, estamos diante de um quadro desafiador, no qual precisamos reverter uma vantagem de 2,4 milhões de votos obtidas pelo fantoche de Donald Trump no 1o turno das eleições.  Todavia, o conjunto de forças sociais comprometidas com a manutenção do assim chamado “Estado Democrático de Direito” é claramente capaz de enfrentar e superar esse desafio. Os riscos de uma escalada autoritária no país são imensos. A corja golpista estará à solta no primeiro ato de um eventual “novo” governo Bolsonaro. A censura à produção do conhecimento e a instituição do negacionismo seriam a diretriz principal. A privatização dos serviços públicos e o fim progressivo das universidades federais andaria a passos largos. Nossos salários e nossas condições de trabalho deteriorariam a olhos vistos.  

A extrema-direita se consolidou como força majoritária no Congresso Nacional. A eleição de Lula se constitui nesse momento em uma trincheira para enfrentar um Senado e uma Câmara federais controlados por uma maioria de parlamentares ainda mais inimiga do povo do que a da atual Legislatura. Todo esse quadro nos coloca diante de anos difíceis para os quais precisamos lutar de forma organizada, o que pressupõe fortalecermos nossas entidades de luta coletiva. Nós docentes precisamos, pois, fortalecer o APUBH! O fortalecimento começa agora com o atendimento às convocações do nosso sindicato. 

Se atuarmos com intensidade, coordenação e inteligência, nós seremos vitoriosos. Estamos observando um quadro intenso de mobilização da comunidade acadêmica em todo o país. A assembleia lotada dos 3 setores da comunidade acadêmica da UFMG, que foi realizada no final da tarde de ontem, dia 08/10/2026, é a evidência local desse fenômeno nacional. estão claramente colocados diante dos olhos daquelas pessoas que se dispuserem a ver. Há outras razões para acreditarmos que seremos vitoriosos, para além da grande força das mobilizações que já observamos na semana que hoje se encerra. 

Nas eleições de 2022, Jair Bolsonaro ampliou sua votação no 2º turno em cerca de 7 milhões de votos. Em 2026, Lula precisará ampliar sua votação em número expressivamente menor, pois ficou em segundo lugar por uma diferença de cerca de 2,4 milhões de votos. A eleição deste ano também atingiu um recorde histórico de abstenções. Lula precisa recuperar os votos que obteve em 2026 para vencer Flávio Bolsonaro. Por todas essas razões, nós temos plenas condições de impedir nova chegada da extrema-direita ao poder e é exatamente isso que nós faremos.

 

Atuar com inteligência, agora, é seguir as orientações da Plenária das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo

Na noite de quarta-feira, 07/10, após um acerto entre a Secretaria Operativa das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e a Coordenação Estadual da Campanha do Presidente Lula em Minas Gerais, foi feita uma Plenária unificada em que foram dadas orientações e encaminhamentos para uma ação organizada e coordenada para garantir a vitória de Lula, no 2º turno. Na iniciativa liderada pelas Frentes, tivemos mais de 2 mil inscrições. Participaram da plenária, mais de 2 mil lideranças de mais de 300 cidades de Minas Gerais. Seguir e implementar as orientações e encaminhamentos dessa Plenária é crucial para que saiamos vitoriosos, pois precisamos utilizar com muita inteligência o tempo desta reta final de campanha. Não temos tempo para atuarmos de forma dispersa e descoordenada do conjunto de forças que estão conosco nessa batalha histórica. 

Por fora dessa orientação das Frentes e da Coordenação Nacional da Campanha de realizar poucos atos de rua, nos poucos dias que nos restam, foi também apresentada na Plenária dos 3 segmentos a organização de um grande ato da Educação, no dia 15/10, que carrega o simbolismo de ser o Dia do Professor. Entidades nacionais da Educação estão por trás dessa articulação

Atuarmos dentro da orientação das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, em alinhamento com a coordenação nacional da campanha do Presidente Lula, foi o posicionamento defendido pelo APUBH na assembleia dos três segmentos da comunidade universitária, que foi realizada ontem no gramado da reitoria da UFMG. A síntese das orientações que apresentamos é reproduzida a seguir. Pedimos a toda(o)s os que acessarem este texto para observar com atenção e para atuar a partir de tais orientações. 

 

  1. Precisamos seguir a análise da votação no 1º turno, que aponta onde Lula perdeu votos em relação às eleições de 2022, pois são esses os votos que temos mais chances de recuperar, dada a assim chamada “polarização” da sociedade entre a esquerda e centro-esquerda, de um lado, e a direita e a extrema-direita, de outro lado. 
    1. Os votos que nós perdemos dificilmente serão encontrados no centro de Belo Horizonte, onde o(a) trabalhador(a) passa correndo, embora seja possível criar espaços de diálogo nessa região da cidade, onde as pessoas permaneçam por algum tempo, tornando  possível  entregar material de campanha e conversar. Isso nos impele a agir nas vilas e favelas da Rede Metropolitana de BH e nas cidades do interior para dialogar com o povo, onde o povo está. 
    2. Nossa ação nesses territórios será realizada por meio de diversas brigadas organizadas em BH, bem como em um grande número de cidades do interior. Essas brigadas aproveitam a estrutura organizativa do vitorioso Plebiscito Popular por um Brasil Mais Justo amplamente construído por um grande conjunto de partidos políticos e entidades de um amplo espectro da esquerda em 2025. Em BH, já temos organizadas 09 brigadas que receberão orientações concretas de atuação por meio de grupos de WhatsApp cujos administradores são militantes e lideranças que construíram o Plebiscito. As regionais onde estão organizadas as brigadas em BH são as seguintes: Norte, Leste, Nordeste, Noroeste, Oeste, Venda Nova, Barreiro, Centro-sul e Pampulha. Para entrar na brigada da sua regional acesse o  link: https://bit.ly/4ASKtI5 
    3. Foi criado um grupo/lista de transmissão na UFMG para compartilhar orientações da campanha organizada pelas Frentes Populares em Minas Gerais. O APUBH orienta sua base a atuar, preferencialmente, no interior dessas 09 brigadas, sem prejuízo da atuação em atividades de iniciativa da nossa própria comunidade, que venham a ser organizadas por diferentes coletivos da universidade. Para participar do  grupo/lista acesse o link https://bit.ly/4zjVD6T 
  2. Precisamos seguir o calendário de lutas unificado apresentado na Plenária de ontem, pois a realização de muitos atos em um intervalo de 15 dias promoverá a dispersão de nossas forças e dará para a população que queremos atingir a falsa impressão de que nossa campanha não tem a força popular que efetivamente tem, mas que também sabemos que a mídia venal e burguesa tentará esconder. 
    1. O calendário unificado começa com a mobilização da(o)s estudantes nas universidades e nos institutos federais de todo país, com vários atos espalhados em várias cidades e que, em BH, ocorrerá hoje (09/10), a partir das 17h, na Praça Afonso Arinos. 
    2. O calendário unificado segue para o dia 11/10 que será o dia marcado para intensificarmos a mobilização da campanha nos bairros, vilas e favelas, com iniciativas de diálogo com o povo e atividades de agitação. 
    3. Depois, temos, no dia 18/10, o ato das mulheres, em local ainda a ser definido, mas que está sendo organizado para ocorrer em algum lugar na periferia. 
    4. Por fim,  no dia 23/10, temos o grande ato de todo o povo mineiro pela democracia, pelo fim da escala 6×1 e pela reeleição de Lula.
  3. Precisamos qualificar nossa disputa nas redes, entendendo que essa ação não pode implicar em abandonar as ruas, onde devemos atuar de forma prioritária. 
    1. Em condições normais de funcionamento dos algoritmos, uma ação coordenada nas redes nos dá alguma chance de atingir pessoas cujo voto ainda não está consolidado, mas não podemos nos esquecer que as plataformas têm donos que compõem as assim chamadas Big Techs estadunidenses, totalmente alinhadas com a extrema-direita no Brasil e no mundo. Essas plataformas podem operar sobre os algoritmos e reduzir ainda mais o alcance de nossas ações coordenadas nas redes, daí a prioridade que precisamos dar às ruas. 
    2. Ademais, quando uma mensagem é enviada por meio das redes, assim como no caso em que um panfleto ou material de campanha é simplesmente entregue nas mãos de uma pessoa, nós estamos transferindo para a pessoa todo o trabalho de interpretar o que dizemos e esperando que a interpretação coloque essa pessoa do nosso lado.

 

Com luta e com garra nós evitaremos o retrocesso autoritário, o negacionismo e a violência como fundamento da prática política

Conclamamos a categoria docente e toda a comunidade universitária, incluindo todas as famílias que integram essa comunidade a se somarem à mobilização pela necessária virada para eleger Lula no 2º turno. Fazer essa luta é defender a Universidade Pública, os serviços públicos e os direitos da classe trabalhadora. 

Finalmente, reforçamos, com a nossa base, a importância de nos engajarmos na luta seguindo as orientações apresentadas acima.

Juntos na luta! Juntos na construção de uma virada histórica para reeleger Lula Presidente do Brasil!

 

GALERIA DE FOTOS: 09/10/2026 | Assembleia da comunidade universitária da UFMG