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Centrais sindicais se unem para denunciar o candidato a presidente, Flávio Bolsonaro, que age para impedir a votação da escala 6 por 1

Imagem: Divulgação – Centrais Sindicais (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, UGT, Intersindical, Pública Central do Servidor e NCST).

As centrais sindicais (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, UGT, Intersindical, Pública Central do Servidor e NCST) têm se mobilizado para denunciar as manobras políticas utilizadas pelo senador e candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL), para impedir a votação do fim da escala 6×1 (PEC 221/2019) no plenário do Senado.

Após aprovação, sem alterações, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, no dia 02 de setembro, a expectativa da base do governo, dos trabalhadores e das trabalhadoras brasileiras e das centrais sindicais era de que a votação em plenário ocorreria naquele mesmo dia. Entretanto, não foi o que aconteceu. Flávio Bolsonaro, juntamente com seu coordenador de campanha e líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), entrou em ação para “tumultuar” o processo e conseguiu barrar temporariamente a votação.

Em coletiva concedida no dia 02/09, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo, denunciou a articulação da oposição que pretendia promover o esvaziamento do plenário colocando em risco a votação, considerando a necessidade de se obter 49 votos favoráveis, dentre os 81 possíveis, para aprovação da PEC 221/2019.

Além disso, o candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a defender publicamente a proposta alternativa apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN). Na chamada “PEC da Liberdade”, a remuneração do trabalhador e da trabalhadora será calculada sobre as horas efetivamente trabalhadas e o acordo de trabalho poderá ser feito diretamente com o(a) empregador(a). Tal acordo, se firmado, se sobreporia às convenções e acordos coletivos de trabalho. O que a oposição chama de “liberdade” é, na verdade, uma proposta para abandonar direitos duramente conquistados pela classe trabalhadora e garantidos em lei.

Na prática, aumentaria exponencialmente os vínculos temporários de trabalho com baixa remuneração e com significativa redução do 13º salário, férias, licenças maternidade e paternidade que seriam colocadas com base nas horas trabalhadas. Por tudo isso, a proposta vem sendo chamada, pelos movimentos sindicais e pela base governista, de “PEC da Escravidão”. 

A aprovação do fim da escala 6×1 antes das eleições seria, na perspectiva de Flávio Bolsonaro, um importante combustível para a campanha à reeleição do presidente Lula. E, por isso, tal aprovação precisa ser evitada a qualquer custo. O que o candidato do PL não considera são os benefícios para milhões de trabalhadores e trabalhadoras brasileiras que trabalham diuturnamente para produzir a riqueza tão desigualmente distribuída.

Assim, urge que as centrais sindicais, a classe trabalhadora e a população em geral reforcem a mobilização para pressionar o Senado a votar a proposta, antes do 1º turno das eleições e também denunciem a ação da direita brasileira que legisla apenas para defender os interesses do empresariado.

Ainda dá tempo de pressionar e defender essa grande bandeira de luta dos trabalhadores e das trabalhadoras brasileiras: pelo fim da escala 6×1, sem redução salarial, diga não a Flávio Bolsonaro, inimigo do povo.