Debate sobre necessidade de reação latino-americana aos ataques imperialistas acontece em BH
No 3 de fevereiro de 2026, completou-se 1 mês do sequestro do presidente eleito da Venezuela, Nicolás Maduro, e da deputada Cília Flores, sua esposa, em uma escalada absurda da agressão imperialista dos EUA contra aquele país e contra toda a América Latina.
Para marcar essa data, continuar a denúncia dessa inaceitável violação do direito internacional e manter viva a luta contra o imperialismo estadunidense, um conjunto de entidades do movimento social realizou, em BH, um debate sobre conjuntura internacional com o tema ‘A agressão imperialista à Venezuela e à América Latina’.
O debate ocorreu, das 19h30 às 21h30, na sede regional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), situada à rua Sapucaí, 571. A fala inicial, que antecedeu o debate, foi realizada por Giovani del Prete, militante da ALBA Movimentos e do Movimento Brasil Popular. Participaram da discussão os professores Helder de Figueiredo e Paula, presidente do APUBH e Adelson Fernandes Moreira, da equipe de assessoria do sindicato.
Giovani desenvolveu o tema do debate orientado pelas seguintes questões: Que lugar ocupa a Venezuela, o Brasil e a América Latina na disputa geopolítica mundial? Quais as tendências da disputa geopolítica mundial? Qual o atual quadro da correlação de forças mundial? Qual o papel das forças populares na resistência aos ataques imperialistas estadunidenses na América Latina?
A discussão decorrente da fala inicial provocada por essas questões e as contribuições dos demais participantes foram muito ricas e evidenciaram a importância de avançarmos nas discussões sobre os processos de avanço da democracia popular na Venezuela que a máquina de propaganda estadunidense conseguiu vender no mundo ocidental como uma espécie de ditadura. As evidências de que não há ditadura na Venezuela estão claras e foram compartilhadas durante o debate: a vice-presidenta em exercício já aceitou a presença de uma comissão estadunidense no país, não há repressão contra manifestações populares e as únicas manifestações que têm ocorrido são de apoio total ao presidente sequestrado Nicolas Maduro. Debateu-se, também, o significado da resistência do povo venezuelano para a luta anti-imperialista em todo o continente e a necessidade de se fazer chegar uma compreensão do que realmente acontece na Venezuela a um número cada vez maior de brasileiras e brasileiros.
Giovani destacou a importância de buscarmos fontes de informação alternativas à mídia empresarial, que oculta as conquistas da Revolução Bolivariana e distorce as contradições decorrentes do brutal cerco imperialista econômico e militar imposto pelos EUA há mais de 20 anos contra a Venezuela. Convidou o(a)s representantes das entidades presentes a, por meio da ALBA Movimentos, conversar diretamente com representantes dos movimentos sociais na Venezuela para constatar a resistência do poder popular no enfrentamento às consequências do bloqueio econômico e da ofensiva militar estadunidenses.
O fato é que, mesmo tendo seu presidente eleito sequestrado, diante de um possível quadro de instabilidade institucional, que não se configurou, o povo da Venezuela tem ocupado maciçamente as ruas para defender a imediata libertação de Maduro e Flores, as conquistas da Revolução Bolivariana e os caminhos que têm sido trilhados para sua continuidade.
Replicamos aqui a sugestão do representante da ALBA Movimentos de assistirmos ao documentário ‘Comuna ou Nada’, para conhecermos a outra realidade vivida na Venezuela e não retratada na mídia empresarial.
Continuamos firmes na denúncia do sequestro do presidente Maduro e da deputada Flores como uma gravíssima violação do direito internacional e, portanto, inaceitável sob qualquer aspecto, assim como na defesa da Revolução Bolivariana como uma experiência fundamental de construção de caminhos latino-americanos alternativos à exploração capitalista.
