APUBH na Marcha pela Ciência

Entidades sindicais, científicas e universitárias lutam em defesa dos investimentos em Educação e Pesquisa

A Marcha pela Ciência, nesta terça-feira (07/05), marcou um dia de luta contra os cortes nas Universidades Federais e na Educação e em defesa de mais investimentos na Pesquisa em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). O APUBH participou ativamente da programação, que incluiu passeata em direção à Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG), onde aconteceu o lançamento da Frente Parlamentar em defesa da Ciência, Tecnologia e Pesquisa.

Houve ainda uma Mostra Científica com o Museu Itinerante Ponto UFMG. A mostra aconteceu na hall da Assembleia, na parte da manhã, estimular  o interesse pela áreas pesquisa e  produção científica entre estudantes e a população.

Confira a cobertura em fotos do ato.

Concentração         

A concentração para a marcha aconteceu no início da tarde, na Praça Raul Soares. A presidenta do APUBH, professora Stella Goulart, percorreu o entorno da praça em um carro de som, convocando a população a participar da manifestação. O objetivo foi conscientizar a população para os efeitos dos cortes em investimentos nas Universidades Federais nas entidade de pesquisa e desenvolvimento científico.

Em sua fala, a professora pregou o respeito aos cientistas, pesquisadores e estudantes brasileiros e o aumento do investimento público nas áreas de CT&I. Ela reforçou que, através da produção científica, contribui-se para a construção da soberania nacional. Contudo o Governo Federal aposta no oposto, um caminho de retrocessos que privilegia a privatização do ensino e da produção científica no país.

Na praça, a concentração reuniu a população com a comunidade científica, entidades sindicais e estudantes universitários e pós-graduandos, incluindo representantes da SBPC, Sindifes, DCE/UFMG e ANPG. Vários integrantes do movimento aderiram às bandeiras de luta do sindicato, vestindo a camiseta do APUBH, com os dizeres "Conhecimento sem cortes" e "Defenda a Universidade pública, gratuita e inclusiva".

Marcha

Da Praça Raul Soares, a marcha prosseguiu em direção à Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG), onde aconteceu o lançamento da Frente Parlamentar em defesa da Ciência, Tecnologia e Pesquisa. "Nós estamos aqui na rua, professores, estudantes, cientistas e pesquisadores, todos juntos para defender o patrimônio cultural e científico brasileiros", conclamou a presidenta do APUBH. "Não podemos aceitar um Ministério da Educação que nos pune ao fazermos o nosso trabalho: a produção de conhecimento", definiu.

"Marcha pela Ciência em defesa da FAPEMIG" estava escrito no banner carregado pelos representantes do sindicato, que lideraram a caminhada. Esse foi um alerta para a situação da FAPEMIG, principal órgão de fomento da pesquisa no Estado.  O Governo Estadual descumpre o artigo 212 da constituição estadual, que prevê que 1% da receita corrente ordinária deve ser repassada à FAPEMIG em doze parcelas de um doze avos, sendo previsto para este ano na lei orçamentária anual o repasse total de 297 milhões. Desde janeiro, o atual governo estadual, tem repassado parcelas mensais de 6,5 milhões, um corte de aproximadamente 75% em relação aos valores constitucionais.

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