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Relaxamento provocou recrudescimento da pandemia, afirma infectologista da UFMG

Fonte: UFMG.

Em entrevista à Rádio UFMG Educativa, Vandack Nobre afirma que a cobertura vacinal deve alcançar ao menos 70% da população

Imagem microscópica do novo coronavírus, causador da covid-19 | Spawns / Getty Images.

Boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira, dia 16, pela Prefeitura de Belo Horizonte informa que a ocupação de leitos de enfermaria para a covid-19 chegou a 52,3%. O alerta amarelo é aceso quando o nível passa de 50%. Esse dado, aliado ao de ocupação de UTI (64,2%) e à taxa média de transmissões por infectados (1,07), mostra que a pandemia ainda não acabou. Pelo contrário, é preciso que a atenção continue, assim como os cuidados de distanciamento e higiene, para evitar a propagação acelerada na cidade.

Centenas de estudos para entender e combater o vírus estão sendo desenvolvidos, muitos dos quais relacionados com o desenvolvimento de vacinas. A Prefeitura de Belo Horizonte fechou acordo com o Instituto Butantan, de São Paulo, para aquisição do imunizante e negocia com a UFMG o uso de ultrafreezers para armazenar vacinas a baixas temperaturas.

Enquanto isso, o cuidado deve ser redobrado, recomenda o clínico e infectologista Vandack Alencar Nobre Júnior, professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG.  “A pandemia, infelizmente, não acabou e não acabará enquanto não tivermos um índice de vacinação que possibilite alcançar a chamada imunidade de rebanho, algo em torno de 70% da população protegida”, informa Nobre, em entrevista ao programa Conexões da Rádio UFMG Educativa.

O professor atribui o crescimento do número de casos de infectados no país a uma questão comportamental. Desde o início, os cuidados são os mesmos: usar máscara, higienizar as mãos com água e sabão e álcool em gel, manter o distanciamento, mas as pessoas relaxaram. “Infelizmente, fomos relaxando, sobretudo após o período em que o número de casos caiu de forma considerável justamente por causa da fase de restrições”, relata Vandack Nobre, ressaltando que essa situação trouxe uma falsa sensação de que as coisas estavam resolvidas.

Na entrevista ao Conexões, Vandack Nobre também abordou os estudos sobre as vacinas e sobre critérios e estratégias de distribuição pelo país.

Ouça a conversa com Luiza Glória 
Produção: Jaiane Souza e Luiza Glória
Publicação: Jaiane Souza