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Comunidade de Montes Claros defende interiorização como eixo fundamental do PDI

A interiorização da UFMG, com destaque para as contribuições para o desenvolvimento social das localidades em que estão inseridas as unidades acadêmicas, e os desafios advindos do distanciamento geográfico em relação à Administração Central foram temas que se sobressaíram na terceira audiência pública sobre o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2018-2023. O encontro foi realizado na tarde desta quarta-feira, 29, no Instituto de Ciências Agrárias, campus Montes Claros.

A audiência integra o calendário de elaboração do PDI e se configura como espaço de abertura para a comunidade acadêmica propor questões ao texto que vai compor o Plano e de esclarecimento sobre a versão preliminar, que se encontra disponível para consulta e apreciação. A comissão responsável por sistematizar o material recebe considerações ao texto até a primeira semana de setembro. As sugestões podem ser enviadas por e-mail para o endereço pdi2018-2023@ufmg.br.

O professor Ricardo Takahashi, presidente da Comissão, apresentou à comunidade os principais pontos tratados na proposta preliminar do PDI e os objetivos do documento que, além de servir como instrumento de planejamento institucional, propõe-se a propiciar transparência na relação com a sociedade, além de oferecer bases para avaliações institucionais e externas, como aquelas feitas pelos órgãos de controle.

Segundo ele, a comissão planeja elaborar um Plano para se converter em material referencial e fonte oficial de dados sobre a UFMG. “Procuramos introduzir em quase todos os textos uma explanação histórica mais detalhada do que aquela que constava de PDIs anteriores, junto com os conceitos que vêm perpassando a trajetória da Universidade nas últimas décadas. É uma meta audaciosa que só tem chance de ser cumprida com a ajuda de todos”, ressaltou.

O diretor do ICA, Leonardo David Tuffi Santos, parabenizou a comissão de elaboração do documento. “Olhando os textos disponíveis no site, é possível perceber que há uma grande diferença em relação aos documentos anteriores. Principalmente nas menções ao campus de Montes Claros, que eram bastante incipientes nos outros PDIs. Considero um ganho para nossa unidade”, relatou.

 

Medir a diferença
O centro das discussões foi a interiorização da Universidade. Cristina del Papa, coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino (Sindifes), chamou atenção para o desenvolvimento social promovido pelas unidades acadêmicas baseadas no interior e as contribuições das instituições de ensino superior nas regiões em que atuam, com a promoção de projetos e ações de aproximação com as populações locais.

Takahashi respondeu à observação ressaltando a importância de a Universidade pensar estratégias e indicadores para medir esses impactos. “Conseguimos medir, com indicadores mais simples, o número de alunos formados, por exemplo. Creio que é uma tarefa da Universidade propor metodologias mais eficientes para aferir de que maneira a presença da Universidade causa diferenças”, enfatizou Takahashi.

O professor do ICA Ernane Ronie Martins elogiou o espaço de discussão e colaboração aberto à comunidade para a elaboração do documento e também indicou a interiorização da UFMG como aspecto importante a ser explicitado no Plano. “Muitas ideias aqui expostas dão um sentido em relação à nossa preocupação com o ICA. Enquanto a UFMG está preocupada com internacionalização, ainda vivenciamos problemas básicos, e essas dimensões nos escapam. É muito louvável que o próximo PDI comece a tocar em pontos de interesse das unidades. Essa interiorização, que é essencial, devia ser uma linha importantíssima no âmbito do PDI”, defendeu Ernane.

Segundo Takahashi, esse aspecto não consta da proposta preliminar, e sua inclusão no próximo Plano será avaliada. “Vamos nos ater a essa questão e tentar expor explicitamente essa necessidade da Universidade de olhar também para o conjunto de unidades do estado, que esteve ausente dos outros PDIs e deve ser incluída”, explanou.

Também houve manifestações sobre os desafios de encaminhar demandas institucionais para a Administração Central em razão do distanciamento geográfico. A administradora Nívea Almeida sugeriu que os programas e ações de inovação e empreendedorismo da Universidade contemplem mais unidades acadêmicas.

O professor Alcinei Místico Azevedo destacou o papel das inovações tecnológicas para os processos de ensino e aprendizagem e a necessidade de formação continuada dos docentes para uso de novas ferramentas e abordagens diferenciadas de ensino. Em resposta, o professor Takahashi informou que esse aspecto foi mencionado no PDI. “Embora o documento não seja um espaço para detalhar questões pontuais, esses temas vêm fazendo parte da agenda da UFMG desde 2008, quando foi criada a Diretoria de Inovação e Metodologias de Ensino. E são contemplados no PDI, no texto do Projeto Pedagógico Institucional”, esclareceu Takahashi.

Mais informações sobre o documento podem ser consultadas no site do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFMG 2018-2023.

 

Fonte: UFMG (Site/notícias)