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Aumento de casos do Covid no país preocupa Ministério da Saúde

Nas últimas 24 horas, Minas Gerais registrou 1679 casos de covid e 7 óbitos, segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde de Minas Gerais. No país, os casos já chegam a 33 por dia em média. A alta dos casos está relacionada principalmente à subvariante BQ.1 que circula no país e no mundo. Em Manaus, os casos aumentaram seis vezes de outubro para novembro, de acordo com reportagem publicada pelo site Amazônia Real, nesta segunda, 14/11. No texto, pesquisadores da Fiocruz Amazonas ressaltam que a tendência de alta pode estar se repetindo em todo o país.

A elevação dessas estatísticas nos últimos dias, despertou o  Ministério da Saúde que, no dia 14/11, por meio da nota técnica nº 16/2022, publicou um “alerta acerca do aumento do número de casos de covid-19 e circulação de novas linhagens da Variante de Preocupação (VOC) Ômicron, com ênfase nas sublinhagens BQ.1*, BA.5.3.1”.   Em Belo Horizonte, a prefeitura municipal publicou, nesta sexta-feira, 18/11, no Diário Oficial do Município, decreto determinando a volta do uso obrigatório de máscaras nos transportes públicos, inclusive escolares, táxi, carros de aplicativos e unidades de saúde.

Na nota do Ministério da Saúde há também a recomendação para a volta do uso da máscara.  A orientação vale principalmente para pessoas portadoras de fatores de risco: idosos, gestantes, imunossuprimidos e comorbidades. Pessoas com sintomas gripais ou que tiveram contato com uma pessoa contaminada também devem fazer uso da proteção. A decisão de tornar obrigatório o uso dos equipamentos de proteção contra a covid é de responsabilidade de estados e municípios.

Apesar de ainda não existir obrigatoriedade da adoção de máscaras, cabe resgatar as orientações de etiqueta respiratória do Ministério da Saúde:

Apesar de ainda não existir obrigatoriedade da adoção de máscaras, cabe resgatar as orientações de etiqueta respiratória do Ministério da Saúde:

  • “cobrir nariz e boca com lenço de papel ou com o antebraço, e nunca com as mãos, ao tossir ou espirrar. Descartar adequadamente o lenço utilizado”;
  • “evitar tocar olhos, nariz e boca com as mãos não higienizadas. Se tocar, sempre higienize as mãos como já́ indicado”;
  • “manter uma distância mínima de cerca de um (1) metro de qualquer pessoa tossindo ou espirrando”;
  • “evitar contato físico com pessoas com sintomas gripais, independente do uso de máscara.
  • “não compartilhar objetos de uso pessoal sem higienização adequada”;
  • “higienizar as mãos com água e sabão ou álcool 70%”;
  • “fazer isolamento de casos suspeitos e confirmados.

 

Outra recomendação importante é a de completar o esquema vacinal, com especial atenção às doses de reforço e a vacinação de crianças e adolescentes.  “Estudos mostram que a estratégia de reforçar o calendário vacinal contra o coronavírus aumenta em mais de cinco vezes a proteção contra casos graves e óbitos pela Covid-19”, destaca o Ministério da Saúde em publicação em seu site oficial.  Confira aqui os locais, horários e tipos de vacinas disponíveis em Belo Horizonte.

De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 69 milhões de brasileiros e brasileiras ainda não tomaram a primeira dose de reforço da vacina contra a Covid 19 e cerca de 32,8 milhões já poderiam ter recebido a segunda dose de reforço, mas ainda não procuraram os postos ou centros de saúde. Os dados são do Programa Nacional de Imunizações (PNI). E segundo a Agência Fiocruz de Notícias apenas 5,5% da população brasileira entre 3 e 4 anos recebeu duas doses da vacina. O atraso na vacinação nessa faixa etária é motivo de grande preocupação não apenas pela vulnerabilidade a que as crianças ficam sujeitas, mas bem pela falta de vacinas que vem sido relatada e denunciada por pais e mães em vários estados brasileiros. Em Belo Horizonte, a prefeitura municipal informou que há falta do imunizante CoronaVac, usado para vacinar crianças entre 3 e 4 anos, e atribui o problema à falta de repasse do Ministério da Saúde. No caso das crianças de 06 meses a 2 anos com comorbidades, começaram a ser imunizadas com a vacina pediátrica da Pfizer nesta quinta-feira, 17/11.

No intuito de preservar a saúde de funcionários, diretores e professore(a)s que frequentam o sindicato, o APUBH UFMG+ reforçou nesta quarta-feira, 16/11, a obrigatoriedade de uso de máscaras PFF2 nas dependências da sede da Pampulha e na sala da Faculdade de Medicina.

No dia 16 de novembro, a reitoria da UFMG divulgou uma nota à comunidade acadêmica na qual convoca a docentes, técnico-administrativos e estudantes a se manterem vigilantes e comprometidos com as ações de prevenção à Covid. A instituição recomenda fortemente ainda que se use máscara nas mesmas situações indicadas pelo Ministério da Saúde e que seja rigorosamente seguido o seu protocolo de gestão da pandemia.  Já na quinta-feira, 17/11, o Comitê Permanente de Enfrentamento da Pandemia na UFMG publicou um documento com uma atualização dos cuidados sanitários para prevenção da Covid-19.

No Rio de Janeiro, um dos estados que registrou aumento nos casos de Covid, universidades públicas e privadas atualizaram o protocolo de biossegurança e passaram a exigir o uso de máscara em suas dependências. Em São Paulo, a Unicamp tornou obrigatória a proteção facial em todas as suas dependências.