Combate à EC 95 e aos retrocessos na Educação marcam abertura da CONAPE 2018 em BH

Mais de quatro mil representantes das 35 entidades que compõem o Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) marcharam por cerca de dois quilômetros em defesa da educação pública, gratuita, laica, universal e de qualidade.

 

“Desde o momento em que o governo golpista acabou com o Fórum Nacional de Educação, começamos a construir um movimento de resistência da educação brasileira. O PROIFES-Federação, junto a outras entidades, nacionais e internacionais, denuncia o golpe e seu governo autoritário, no Brasil e no exterior”. Esta fala do presidente do PROIFES-Federação, Nilton Brandão (Sindiedutec-PR), resumiu o espírito do primeiro dia da etapa nacional da Coferência Nacinal Popular de Educação (CONAPE), que segue até o sábado, 26 de maio, em Belo Horizonte, capital mineira.

Mais de quatro mil representantes das 35 entidades que compõem o Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) marcharam por cerca de dois quilômetros em defesa da educação pública, gratuita, laica, universal e de qualidade.

A mobilização parou o centro de Belo Horizonte na tarde desta quinta-feira, 24, marcando simbolicamente o início do evento. O PROIFES-Federação compareceu com uma delegação de 60 integrantes, dos diferentes sindicatos federados, de todo o país.

Com um ato político e aprovação simbólica do regimento da CONAPE, a marcha se encerrou na Praça da Estação, em evento contou com a presença da presidenta Dilma Rousseff, da senadora Fátima Bezerra, de deputados federais e estaduais comprometidos com a educação e com a realização da Conferência, além de lideranças sindicais e de entidades educacionais, e representantes do movimento estudantil.

Em sua fala de saudação, o presidente do Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, destacou que a Conferência "é das entidade que defendem a educação pública em nosso país,  e está aberta à ampla participação de todos, junto com parlamentares e governos comprometidos com o povo brasileiro”.

A defesa e a valorização das trabalhadoras e trabalhadores da educação foram os destaques da fala da senadora Fátima Bezerra (PT-RN). "O Plano Nacional de Educação (PNE), a agenda mais importante para qualquer nação que se pretenda justa, inclusiva e generosa, foi sancionado sem vetos durante o governo Dilma, com a participação de vocês professoras e professores, e estudandantes brasileiros. Hoje tudo isso está ameaçado, e a CONAPE é a maior resposta àqueles que acharam que não tínhamos capacidade de organizar a Conferência. O Brasil está aqui agora em Belo Horizonte para dizer que não vamos desistir da luta em defesa da educação pública, de qualidade e inclusiva para todos e todas”, afirmou a senadora.

Encerrando a abertura, a presidenta eleita Dilma Rousseff destacou a importância do PNE, aprovado durante seu governo, e como as medidas de desmonte do Fórum Nacional de Educação, e a Emenda à Constituição (EC) 95, retrocedem com o projeto de educação para os próximos cinco governos. “A educação é a grande alavanca para que nós acabemos com a miséria e a pobreza, e ao mesmo tempo a forma pela qual conseguimos chegar nas mais modernas tecnologias. Sem educação de qualidade não há desenvolvimento científico e tecnológico. A educação ao mesmo tempo resgata o Brasil da miséria e leva o Brasil ao futuro”, destacou.   

Na sexta-feira, 25, as atividades da Conferência se concentram na Expominas, com a realização de dezenas de painéis, exposições, mostras,  debates,  palestras e mesas. No período da manhã, o PROIFES coordena a mesa redonda Análise do PNE à luz da Emenda Constitucional 95, na qual serão debatidos os efeitos da EC 95, que congela gastos sociais por vinte anos, em todos os níveis da educação brasileira, da básica até a pós-graduação, passando pela educação de jovens e adultos, além dos impactos na produção de ciência e tecnologia.

 
 Fonte: Proifes - Federação 
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