ADUnB e ADs organizam 2ª fase da campanha Conhecimento Sem Cortes

Com a soma de várias entidades do professorado, a despeito da filiação sindical, há maior visibilidade e por conseguinte maior impacto nas ações futuras junto ao Congresso e à própria população.

Nesta sexta-feira, dia 1° de dezembro, a Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) realizou reunião para debater a 2ª fase da campanha Conhecimento Sem
Cortes. A campanha é uma ação pioneira de duas seções sindicais – ADUFRJ e ADUnB – de dois sindicatos – APUBH e SINTIFRJ – e da SBPC com a finalidade de apresentar à sociedade brasileira a desvalorização da ciência e tecnologia por diferentes governos, em especial desde 2015 – outras entidades ao longo de sua realização iriam aderir a ela. De acordo com a estimativa apresentada pela campanha, o valor desde a data citada já teria superado os treze bilhões de reais  http://www.conhecimentosemcortes.org.br/.    

A ideia inicial era abordar o tema além das universidades e dos ministérios afins, ao demonstrar para a população sua importância no cotidiano e no desenvolvimento socioeconômico do país. Antes dela, houve manifestações vinculadas às marchas pelas ciências, ocorridas em várias cidades brasileiras. Sem apoio constante à ciência e tecnologia, materializado nas universidades públicas e órgãos correlatos, o Brasil não superará jamais o distanciamento entre ele e as demais potências, cujos gastos ou no caso investimentos com relação ao seus respectivos produtos internos brutos chegam a superar em várias vezes o nacional.   

Assim, como já citado na campanha, “os ambientes de ensino superior e de pesquisa científica são fundamentais na busca de soluções para combater a pobreza, a violência, melhorar a saúde e a educação da população e proporcionar maior eficiência e sustentabilidade socioambiental nos projetos que visam o crescimento do país e a diminuição das desigualdades”.

Em várias cidades, entre as quais Brasília, houve a instalação do tesourômetro, painel digital onde se podia visualizar o número dos cortes. Além disso, uma petição digital circulou entre as redes sociais. Ao cabo de algumas semanas, cerca de 80 mil assinaturas foram obtidas e encaminhadas ao presidente da Câmara e ao presidente do Senado, com a participação de parlamentares de vários partidos. Afinal, o tema é suprapartidário e merece a consideração de todos.

Devido à repercussão positiva da campanha, outras seções sindicais e sindicatos desejaram aderir à nova fase da defesa da valorização da educação superior e da ciência e tecnologia. Assim, durante o dia 1 de dezembro, não obstante ser o final do semestre letivo, representantes da ADUnB, ADUFRJ, APUBH, ADUFEPE, ADUFG, ADUFC e APUB Sindicato participaram de reunião na sede da ADUnB onde se debateu o conjunto de ações para o primeiro semestre de 2018.

Os representantes mantiveram a ideia do conhecimento científico como fator de divulgação junto à população por orbitar em torno dele itens como desenvolvimento social, soberania nacional, manutenção do ensino superior público e pesquisa e extensão de qualidade. Nesse sentido, além do contato com parlamentares de seus estados, a fim de defender o professorado de reformas injustas como a atual da previdência e de rever o teor da emenda constitucional 95/2016, conhecida anteriormente como a ‘PEC do final do mundo’, houve a concordância do desenvolvimento de campanha publicitária onde se almeja o mesmo destaque junto à sociedade como a do Conhecimento sem Cortes.

Com a soma de várias entidades do professorado, a despeito da filiação sindical, há maior visibilidade e por conseguinte maior impacto nas ações futuras junto ao Congresso e à própria população, cujo poder de decisão será testado nas eleições de 2018. 

 

Fonte: Carolina Fasolo ASC/ADUnB

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