Professores da UFMG aprovam paralisação no dia 15/05 contra os ataques à Educação

Categoria aderiu à mobilização nacional contra a Reforma da Previdência, contra os cortes na ciência e nas universidades públicas

Em assembleia convocada pelo Sindicato dos Professores de Universidades Federais de Belo Horizonte, Montes Claros e Ouro Branco – APUBH, na manhã desta quinta-feira (09/05), cerca de 300 docentes da UFMG aprovaram a paralisação das atividades regulares e a participação no Dia Nacional de Luta Contra a Reforma da Previdência e em Defesa das Universidades Públicas. Os professores do Instituto de Ciências Agrárias da UFMG, em Montes Claros, acompanharam a assembleia via transmissão pela internet.   Com a decisão, os docentes da UFMG se juntam ao conjunto de movimentos sindicais e populares que promovem a mobilização em todo o país.  

A Assembleia foi presidida pela 1ª Vice-presidenta do APUBH, professora Maria Rosaria Barbato. Compuseram a mesa o vice-secretário geral, professor Unaí Tupinambás e a diretora de Direitos Humanos, Relações Étnico Raciais, Gênero e Sexualidade, professora Maria Guiomar da Cunha Frota.  Na abertura da atividade, a Maria Rosaria falou sobre a gravidade dos ataques às universidades, à educação e à democracia.  “A universidade é o alvo principal dos ataques porque é o espaço do pensamento crítico. Somos aqueles que podem fazer a diferença junto com a sociedade. Estamos sofrendo uma série de ataques à nossa liberdade de pensamento e de pesquisa e à autonomia universitária. Estamos diante do desmonte e sucateamento da universidade pública, da privatização da pesquisa, agravados pelos últimos cortes de verbas e de bolsas da pós-graduação”, ressaltou.  “A assembleia é para discutir e decidir como enfrentaremos esse momento gravíssimo que afeta a toda comunidade universitária. É o avanço do projeto neoliberal de privatização que prioriza o ter em detrimento do ser”, completou.

 

Nos informes, primeiro ponto da pauta, os professores relataram as reuniões realizadas nas unidades para discussão da atual conjuntura e definição de estratégias de combate aos ataques à universidade pública, a pesquisa, a ciência e a tecnologia.  A diretora de Ações Sindicais e Carreiras Docentes, professora Ana Elisa Cruz Correa, ressaltou a relevância da mobilização e participação da base na luta para que o sindicato consiga empreender a resistência.  Foi unânime a indicação da necessidade de dar ampla visibilidade à produção científica da Universidade Pública para que a sociedade (re)conheça a importância de sua instituição e de suas pesquisas.  Uma das propostas foi de levar a universidade para a rua e ocupar a cidade na luta pela Universidade Pública e pela reversão dos cortes orçamentários que atingem as verbas de custeio, bolsas de pesquisa, ensino e extensão. Sobre isso, a 1ª vice-presidenta do APUBH, professora Maria Rosaria ressaltou a importância de levar a indignação para a rua, nas periferias, de conscientizar os colegas, os familiares, os amigos para se juntar à luta, porque o ataque não é apenas contra a educação, mas contra um projeto de sociedade justa, democrática e igualitária.

 

Outro assunto abordado foi a necessidade da luta contra a reforma da previdência que provocará efeitos nefastos para os trabalhadores dos setores públicos e privados.  

 

A assembleia aprovou a seguinte agenda de atividades para o dia 15 de maio. De 06 às 08h, panfletagem em pontos de grande circulação de pessoas (Estações do MOVE, Pça da Rodoviária e Pça Sete).  De 08h às 09h30, Ato no Hall de Entrada da Faculdade de Medicina e panfletagem no entorno do Campus Saúde. Às 09h30, passeata em direção da Praça da Estação para Ato Conjunto com todos os Sindicatos da área de Educação e Movimentos Populares mobilizados em defesa do direito à Educação. Foi aprovada ainda a realização de outra assembleia para discutir a greve geral do dia 14 de junho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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