Poesia, instrumento de resistência: APUBH realizou atividade cultural na UFMG

Evento contou a intervenção de Pieta Poeta, um espaço de microfone aberto para os participantes e a realização de um Café Ecológico

O APUBH realizou a atividade cultural 'Prosa, Café, Poesia e Resistência', nesta sexta-feira (03/05), na Praça de Serviços da UFMG. A atividade abriu a programação do Maio: Trabalho e Educação, realizado pelo APUBH em homenagem ao mês das trabalhadoras e dos trabalhadores.  Houve ainda uma roda de conversa com professoras e professores sobre a conjunta sociopolítica atual e o modo como esta afeta a atividade docente e a Universidade. Confira as fotos do evento.

A poetisa marginal Pieta Poeta realizou intervenção na atividade, declamando poesias de própria autoria e conversando com a plateia. Pieta venceu o Slam BR, competição nacional de poesia falada em que representou Minas Gerais. Com a vitória, ela garantiu vaga para a disputa mundial, que acontece anualmente na França. Em seus versos, a identificação com os dilemas enfrentados pelas camadas marginalizadas da sociedade, como mulheres, negros e suburbanos. Ela trouxe ainda a sua experiência pessoal, ao falar de relacionamentos amorosos e sofrimentos psíquicos e emocionais.

Microfone aberto

À apresentação de Pieta, seguiu-se um espaço democrático para a expressão dos presentes. Entre as pessoas a declamar poemas, estava o professor do Instituto de Ciência Exatas (ICEx) Eduardo Valadares. O docente tem obras de poesia publicadas, como autor e tradutor.

Valadares comentou a estranheza  que alguns sentem com o fato de alguém se interessar por Física e Poesia, aparentemente distantes. Contudo ele acredita que estas sejam mais próximas do que possam parecer. Em comum, as duas áreas possuem características próprias da humanidade: a busca por sentido e por meios para expressá-lo. "A nossa linguagem no dia-a-dia nos acomoda, nos torna insensíveis ao outro. A poesia nos ajuda a romper isso, nos ajuda a conectar pessoas", definiu o professor.

Café Ecológico

A resistência, presente no nome do evento, perpassou ainda pelo tema da sustentabilidade. Questão esta que é fundamental, sobretudo em uma conjuntura socioeconômica que privilegia o capital em detrimento ao meio ambiente e às vidas humanas, animais e vegetais que o integram. Essa preocupação deu a tônica da realização do Café Ecológico, servido apenas com produtos sustentáveis.

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