Observatório do Conhecimento: APUBH em sintonia com o movimento nacional em defesa da Universidade Pública

Sindicato realizou mesa redonda sobre a iniciativa, com a presença de representantes de entidades docentes

O APUBH promoveu Mesa Redonda sobre o projeto Observatório do Conhecimento, na tarde desta terça-feira (11/06), no Auditório Carangola da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas - FAFICH/UFMG. Os participantes discutiram a atuaçãoda iniciativa frente aos ataques do governo federal às universidades e aos institutos federais públicos.

A mesa foi composta pelos professores convidados: Eduardo Valdoski (ADUFRJ), secretário executivo do Observatório do Conhecimento, Wagner Romão (IFCH/Unicamp), presidente da ADunicamp, Flávio Alves da Silva (EA/UFG), diretor presidente da ADUFG, e Felipe Siqueira de Souza da Rosa (IF/UFRJ), 2° tesoureiro da ADUFRJ. A coordenação do debate foi realizada pela presidenta do APUBH, professora Maria Stella Goulart.

A presidenta do sindicato agradeceu a presença de todos, ressaltando a importância destemomento coletivo de luta em defesa dos direitos e da soberania nacional."Vamos construir saídas para enfrentar esta realidade nefasta, com a qual a gente sedefronta e se confronta. E venceremos, com a maior confiança de que essa é uma luta que vale a pena ser travada, porque nós estamos do lado de quem está construindo a democracia brasileira e não quer excluir ninguém", definiu a professora.

Assista ao vídeo da mesa redonda na íntegra.

O projeto Observatório do Conhecimento congrega os esforços de diferentes entidades docentes, inclusive dos dois movimentos nacionais (ANDES-SN e PROIFES-Federação), contando ainda com a participação do APUBH e de outros sindicatos docentes sem filiação à entidades nacionais. O projeto conta atualmente com a adesão de 14 sindicatos docentes e o apoio da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG). Clique aqui para saber mais sobre a iniciativa.

Visibilidade

A mesa redonda abriu espaço para que os participantes fizessem comentários e tirassem suas dúvidas sobre o Observatório. Como foi destacado, estamos vivenciando um profundo processo de difamação e sucateamento da Educação pública no país, sendo as universidades federais amplamente afetadas.Contra o retrocesso, avaliou-se que é preciso reunir a comunidade da Universidade em um amplo debate. E essa discussão precisa se estender para além dos muros da Universidade, para que a sociedade compreenda a importância do meio acadêmico. Como pode ser visto no site do Observatório do Conhecimento, este “apresenta uma plataforma de informação e análise de qualidade sobre as políticas públicas para o ensino superior propostas pelo Executivo Federal e Congresso Nacional”. Tem como “objetivo combater a manipulação, qualificar o debate público e aumentar o controle social sobre decisões estratégicas” relacionadas com às Universidades. Acompanhará de forma permanente as bancadas e Comissões do Congresso e Ministérios envolvidos como a educação superior. Nesse sentido, o Observatório teve um papel fundamental na visibilização dos cortes recentes nas Universidades  e Institutos federais e, principalmente, permitiu respostas rápidas aos ataques e fakenews que tentam a todo momento desmoralizar as Universidades Públicas.

Custeio

O professor Flávio Alves da Silva elucidou que os valores para custear os gastos do projeto estão sendo mantidos, atualmente, apenas pela ADUFRJ. Porém todas as instituições envolvidas se comprometeram a contribuir com o Observatório, de acordo com suas possibilidades orçamentárias. Sobre a questão do custeio, o professor Wagner Romão ponderou que a realização de ações de mobilização, atos e manifestações públicas possuem um alto custo e, quando realizados por sindicatos e entidades regionais, possuem um alcance apenas local. Contudo, ainda segundo o docente, com a união de esforços no Observatório, esse custo torna-se relativamente menor e com uma possibilidade de alcance nacional.

Articulação

Um ponto refutado pela mesa foi o de que a Proifes-Federacao estaria utilizando o Observatório como instrumento para exercer influência e ter um canal junto ao governo federal, uma vez que a sua articulação teria perdido força, desde que o mandato com viés progressista foi retirado da presidência.

Representando a ADUFG (PROIFES), o professor Flávio Alves da Silvaanalisou que a federação não foi a única a perder influência junto ao governo. O atual governo federal se mantém afastado da população, movimentos sociais e entidades representativas. E as pastas que compõem o governo, como o MEC, também possuem essa postura. Assim, Silva definiu que a articulação do projeto não se reduz à federação, mas pelo contrário perpassa pelas representações docentes.

O professor Wagner Romão da Adunicamp (seção sindical do Andes-SN) ponderou que o Observatório contribui para a ampliação da capacidade de interlocução dentro do Congresso Nacional. Diante do fechamento do Poder Executivo para o diálogo com a categoria, o professor acredita que a iniciativa colabora para que as pautas e agendas dos movimentos possam ser levadas ao Legislativo. Mencionado pelo Prof. Felipe, representante da ADUFRJ (seção sindical do Andes-SN) que o Observatório faz uma trabalho transversal e está aberto a todas Associações Docentes, da base do Andes, do Proifesou independentes.

Foi mencionado pelos Professores convidados que a função do Observatório é complementar aos das entidades nacionais, que não são uma terceira via e não pretendem fundar outro Sindicato nacional. Mencionaram que o Observatório não se envolverá com a pauta trabalhista, não tem objetivo de realizar defesas sindicais como reajustes salariais, a defesa da Carreira docente e seus direitos, tema exclusivo dos sindicatos docentes nacionais. 

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