Manifesto da Apubh: Democracia, sim! Golpe, não!

Nós, professores da UFMG, acreditamos na democracia como base da construção da justiça social. E defendemos o Estado de Direito e as liberdades democráticas.

 

Nós, professores da UFMG, acreditamos na democracia como base da construção da justiça social. E defendemos o Estado de Direito e as liberdades democráticas. O Governo da Presidente Dilma Rousseff, democraticamente eleito, constitucionalmente empossado e em vigor representa o caminho democrático de uma profunda e necessária mudança para o crescimento econômico do Brasil com máxima independência, para o bem de todos e para beneficiar todas as regiões do País. 
As operações policiais e judiciárias que têm sido levadas a cabo no país, envolvendo a Petrobras, empreiteiras e partidos políticos de todos espectros são absolutamente inéditas na história brasileira, pois pela primeira vez atingem diretamente quem sempre ficou nas sombras, utilizando seu poder econômico para manter e aumentar seu poder independente de governos. Pela primeira vez, vemos um governo que não impede investigações e não abafa ações policiais, mesmo em plena campanha política. A Petrobras sairá melhor e mais forte, assim como a sociedade brasileira, já que as consequências que essas ações terão sobre quem deseja agir fora da lei, forçarão as mudanças necessárias para que essas práticas criminosas não possam mais vicejar. Se forem feitas as mudanças necessárias, a começar pela reforma política e pela proibição de financiamento privado de partidos políticos, sairá mais forte a democracia brasileira, porque as práticas seculares que misturam interesses privados com necessidades públicas não terão mais como continuar. Cabe a nós exigir que essas mudanças aconteçam e apoiar as forças democráticas que tenham esse objetivo.

Por isso, preocupam-nos que alguns setores da sociedade utilizem seu poder para apoiar e pedir o impedimento da Presidenta Dilma Rousseff, numa tentativa de tirar do povo brasileiro sua vitória nas urnas, sem que haja para isso razões concretas, a não ser a vontade de um grupo político tomar para si o poder que o povo não lhe deu.  Embora todos saibam quem foi o vencedor, findas as eleições e derrotado seu candidato, a grande mídia trabalha agora na tentativa de desestabilizar o governo democraticamente eleito.  
Houve um tempo em que as diferenças de opinião política passavam pelos quartéis. Nesse tempo, falar era proibido e os atos secretos conduziam os rumos da Nação. Essa época se encerrou há 30 anos. A partir daí, tivemos o início de um processo democrático que vem se aperfeiçoando e que culminou nas eleições de 2014. Estes foram marcos da democracia brasileira, pois venceu quem teve a preferência da maioria dos votantes e não quem tinha a preferência da mídia. Também foram marcantes porque, apesar da grande polarização da sociedade em torno de duas propostas, as eleições foram incontestavelmente legais. Por isso, denunciamos qualquer tentativa de usurpação de poder, sem passar pelo processo democrático ou constitucional.A Diretoria e Conselho Fiscal da Apubh.
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