Diretoria Geral da APUBH discute atual conjuntura e formula propostas de ação

Reunião foi realizada no dia 07 de setembro e mobilizou 28 diretores do sindicato.

No dia 7 de setembro reuniram-se 28 membros da diretoria ampliada (diretoria geral, setorial, conselhos de representantes e fiscal) da APUBH para análise e discussão da atual conjuntura política e social e proposta de encaminhamentos.

O presidente do sindicato, professor Carlos Barreira Martinez iniciou a reunião esclarecendo a dinâmica do encontro e a importância de serem definidas as ações do sindicato junto aos filiados para o enfrentamento das questões que se apresentam na atualidade. O prof. Dalton Rocha do ICA expôs sua preocupação sobre o fato da educação e  servidores públicos serem apontados como culpados pela crise atual.  

O professor Sebastião Lira Filho, do conselho de representantes do Instituto de Ciências Exatas, sugeriu a implantação de um grupo de trabalho de Estatísticas Atuariais (GTA) confiáveis sobre o setor de ensino. De acordo com o prof. Lira Filho, o setor seria responsável por mensurar dados, informações e análise de sobrevivência da população. O trabalho desse GTA preencheria uma lacuna que os sindicatos têm no setor de pesquisas estatísticas e também modernizaria a gestão e a forma de lidar com as questões que atingem dos docentes (previdência, aposentadoria, cálculo de juros, aumento de salário etc.).

O representante dos docentes do Instituto de Ciências Agrárias, professor Thiago Campos Monteiro relatou a preocupação, especialmente dos novos docentes, com a FUNPRESP. Relatou que existem dúvidas sobre o funcionamento da FUNPRESP e problemas para obtenção de informações sobre a vigência do plano, carência ou segurança do docente em caso de licença. O prof. Monteiro sugeriu que os Sindicatos façam esforços no sentido de reivindicarem a participação no Conselho da Fundação para atuar mais efetivamente na fiscalização deste tipo de órgão. O prof. Monteiro ainda sugeriu a realização de reuniões não presenciais para garantir maior participação de professores. Outo ponto abordado foi à necessidade de realizar ações no sentido de “tirar a impressão da sociedade” de que a culpa da crise atual é da educação. De acordo com ele “é necessário fazer uma defesa da educação e divulgar o que está sendo feito no setor de pesquisa”, completou.

Por sua vez, a professora Luciene Bruno Vieira, representante do Instituto de Ciências Biológicas – ICB relatou a preocupação dos docentes daquele instituto com a PEC 241 e o cenário que ela apresenta com a perspectiva de congelamento de gastos públicos por 20 anos; reajuste de acordo com a inflação e disputa por recursos. A profa. Vieira sugeriu que a APUBH fizesse um debate sobre o assunto com os professores da UFMG. A profa. Vieira ponderou sobre a importância das assembleias para agregar mais pessoas para discussão das questões importantes para a carreira e o dia a dia da universidade. A professora finalizou sua intervenção com a sugestão de uma participação da APUBH e dos professores na Mostra das Profissões da UFMG para que a produção científica da universidade seja apresentada à comunidade externa e assim mostrar o valor do trabalho realizado pelos docentes.

Em relação à PEC 241 e à PLP 257, o prof. Martinez esclareceu aos presentes que a APUBH encomendou uma análise jurídica dos projetos aos advogados do sindicato e esta será apresentada à comunidade assim que estiver concluída (clique nos links abaixo para acessar os pareceres). O pedido ao setor jurídico da APUBH foi embasado ne necessidade de uma análise “séria, legítima e sem interferência de interesses partidários”. O presidente da APUBH ainda alertou para o fato de que muitas análises divulgadas nas redes de comunicação são incompletas ou não correspondem ao verdadeiro teor dos projetos. Por essa razão a diretoria da APUBH adotou uma postura de prudência. Além disso, está em formulação, uma edição especial do Programa Interconexão Brasil onde especialistas farão uma análise e discussão dos projetos de lei, a fim de esclarecer os filiados.

 “A nossa posição deve ser a de uma elite intelectual.  Devemos assumir esta posição perante a sociedade, pois é o que somos. Alguns setores não estão agindo como deveriam agir”, a afirmação do professor Bismarck Vaz, representante do Instituto de Ciências Exatas chama a atenção para a importância das discussões serem feitas de forma sadia, cortês e sem agressões. Para ele, o papel do sindicato é fazer as com que as pessoas discutam ideias e que não se digladiem. O prof. Bismarck Vaz sugeriu a realização de reuniões do sindicato nas unidades acadêmicas destinadas a ouvir os docentes, apresentar os diversos pontos de vista sobre os assuntos de forma que ao final eles possam decidir sobre quais ações devem ser adotadas.

Para a profa. Rosângela Carrusca Alvim, vice-secretária da APUBH, a questão atual não é partidária. De acordo com ela há um caos político e a crise afeta todas as áreas da sociedade. Para ela, a greve é um recurso válido, mas deve ter foco e ser conduzida de forma responsável. A profa. afirmou que entende que o momento não é favorável para uma greve. Por fim, sugeriu a realização de um dia de debates com espaço para o contraditório.

O vice-presidente da APUBH, prof. Dalmir Francisco fez um relato sobre as ações do Estado contra os professores e destacou a importância do sindicato dar condições para os professores se mobilizarem e atuarem politicamente em um “movimento de pressão sobre o congresso” para que os interesses da sociedade sejam respeitados. O prof. Dalmir Francisco também ressaltou que o uso das redes sociais deve ser incentivado para mobilizações das unidades academicas.

Na percepção do prof. José de Siqueira, diretor de Política Sindical, todo governo teme a manifestação e a mobilização coletiva. O governo atual é fraco e isso atinge de forma incisiva o Congresso Nacional. Siqueira sugeriu a mobilização do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar - DIAP de forma que o mesmo apresente uma análise sobre as PEC’s e PLP’s em tramitação no Congresso Nacional.

O prof. Martinez ressaltou que o sindicato sozinho não tem força suficiente para mudar uma postura dos diversos agentes que atuam no Congresso Nacional (Deputados e Senadores). Disse de forma textual “que a força que necessitamos está diluída na mobilização de cada filiado, por isso a relevância de se agir conjuntamente. A luta atual é uma questão de sobrevivência, e deve ser tratada de forma independente da disputa pelo poder. A luta é de todos nós”.

O representante da Escola de Belas Artes, prof. Eugênio Tadeu Pereira manifestou a sua preocupação sobre como atuar enquanto representante dos professores e reverter o esvaziamento das assembleias e reuniões que foi provocado por ações de um grupo com pensamento hegemônico e agressivo. De acordo com o professor “é fundamental promovermos a liberdade de expressão - mesmo que seja para expressar uma opinião contrária a nossa – pois não somos educados para pensar ou como pensar. Somos condicionados na universidade a ter um pensamento único. Devemos incentivar as pessoas a construírem o próprio pensamento, a ter a própria opinião”.

O prof. Giovane Azevedo, secretário-geral da APUBH sugeriu que cada representante de Unidade se compromete-se a fazer um relato da reunião para os respectivos Colegas de forma que haja um reforço na mobilização e no debate aproximando a APUBH das suas bases reforçando o papel do Conselho de Representantes. 

O prof. Elias Antônio Jorge completou dizendo que é essencial dar ciência às pessoas dos riscos que elas estão correndo no momento atual, principalmente com a PEC 241 e o PLP 257 e que é papel da APUBH esclarecer com o máximo de clareza a situação de forma que a solução buscada seja resultado de uma reflexão coletiva.  A estratégia proposta pela diretoria de mobilizar os parlamentares via e-mail e telefone é fundamental, pois mostra a força do movimento docente. Por isso os docentes devem aderir a ela e “bombardear” os congressistas, a exemplo, do que foi feito há 20 anos nas grandes greves.

A profa. Tânia Lúcia Hirochi, representante da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional ponderou que, segundo seu entendimento, “os professores não se mobilizam mais devido aos critérios de produtividade adotados pela universidade que desmobiliza o debate e cria um clima de competição”. Para ela é fundamental o sindicato discutir a produtividade atualmente em voga nas Universidades Brasileiras.

Ao final da reunião foram elencadas as seguintes proposições com consenso dos presentes:

1)    Implantação de um GTA sobre um Sistema de Informações Atuariais e estatísticas confiáveis no Ensino, sendo o professor Sebastião Lira convidado para auxiliar na sua implantação e coordenação;

2)    Realização de Mostra de Habilidades da Graduação e Pós-graduação na Mostra de Profissões da UFMG. Essa ação de organização foi delegada a profa. Luciene Bruno (ICB) e Armando Gil (ICEX) com apoio da APUBH;

3)    Apresentação de uma peça teatral na Mostra das Profissões sob responsabilidade dos professores Fernando Limoeiro e Eugênio Tadeu; 

4)    Convidar o Sr. Antônio Augusto Queiroz, analista Político do DIAP para apresentar um relato, seguido de um a seção de arguição e debates sobre a PEC 241 e PLP 257;

5)    Realizar ciclos de debates presenciais onde o primeiro tema versará sobre Aposentadorias e Pensões;

6)    Realização das reuniões ampliadas (diretoria geral, setorial, conselhos de representantes e fiscal) da APUBH a cada 45 dias.

 

A APUBH informa também que promoveu em duas ocasiões, dias 13/05 e 10/06, na reunião do CP-PAS (COMITÊ PERMANENTE E PREVENTIVO CONTRA ABUSOS SALARIAIS), na sede da APUBH, um debate sobre a PEC 241 e a PLP 257 para o qual foram convidados todos os seus filiados.

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