Diretoria Ampliada da APUBH define calendário de mobilização em defesa da UFMG

A APUBH ainda organiza a coleta de assinaturas em apoio à nota do Conselho Universitário da UFMG.

A definição do cronograma de ações do sindicato em defesa da Universidade para os próximos dias e para 2018 foi um dos pontos de pauta da reunião da diretoria ampliada da APUBH (diretorias executiva, setorial, conselhos de representante e fiscal) realizada na tarde de segunda, 11/12, na sede do sindicato.

 Já na abertura dos trabalhos, vários professores manifestaram suas percepções sobre a condução coercitiva dos dirigentes da Universidade à sede da Polícia Federal e a investigação das obras do Memorial da Anistia: o impacto da cobertura midiática que foi direcionada para atender a alguns interesses.   A opinião do Professor Bismarck Vaz, diretor de Política Sindical, é que o foco da cobertura centrou no Memorial da Anistia, em detrimento da própria UFMG, que foi brutalmente violada. Para o professor Elias Jorge houve uma orquestração nessa investida da Polícia Federal sobre a universidade. Ambas as manifestações tiveram amplo apoio dos presentes.

Na reunião, destacou-se também o fato de que ação da Polícia se assemelha à utilizada no contexto do Estado de Exceção, porém, neste caso, uma ditadura branca e autorizada pelo poder público. Além de ser uma repetição do episódio ocorrido em Santa Catarina, Paraná e que pode se repetir em outras universidades públicas brasileiras numa tentativa de enfraquecer a Universidade, que é o espaço do debate  pluralidade de ideias, local tradicional de resistência e de mobilização.

Carlos Barreira Martinez, presidente da APUBH, falou sobre a reunião do Conselho Universitário realizada no dia 07 de dezembro para discutir a situação da universidade e de seus dirigentes. Na reunião, foram ouvidos relatos sobre a forma como os dirigentes e ex-dirigentes da UFMG foram abordados pela Polícia Federal e conduzidos para prestar depoimento, em alguns casos, sem o acompanhamento do advogado e sem serem informados do direito constitucional a permanecer em silêncio.  De acordo com Martinez, a reunião foi marcada por muita emoção, pela solidariedade e pela união em torno da defesa da Universidade e de seus dirigentes. Para isso, definiu-se pela elaboração de um cronograma de ações unificadas da comunidade universitária (professores, servidores técnico-administrativos e estudantes) para esclarecer a população, reforçar a identidade da UFMG, cobrar explicações da Polícia Federal, do Ministério Público e do Governo Federal e gerar uma mobilização em defesa da universidade, da democracia, da liberdade e contra a arbitrariedade e a repressão. 

A APUBH ainda organiza a coleta de assinaturas em apoio à nota do Conselho Universitário da UFMG. A proposta foi apresentada pelo presidente do Sindicato, professor Carlos Barreira Martinez, durante a reunião do Conselho. As assinaturas serão coletadas virtualmente (https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfBZ-Fr-0nTm7zblLhsZe6jNHrSMTTngVR2vKUDWcvc2W2HbA/viewform ), na sede do Sindicato e também no Posto de Atendimento da Faculdade de Medicina até o dia 21 de dezembro e entregues à Reitoria. 

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