Comitê executivo do Observatório do Conhecimento se reúne em BH

É a primeira reunião realizada em Minas Gerais

O APUBH sediou ontem, 11 de junho, uma reunião do Comitê executivo do Observatório do Conhecimento. Em pauta, estavam informes, análise de conjuntura, alinhamento da comunicação das associações docentes com as do observatório e definição de agenda de trabalho. Participaram da reunião, os membros da diretoria executiva do Observatório: Flávio Alves da Silva, da ADUFG-Sindicato, Eduardo Valdoski e Felipe Siqueira de Souza da Rosa, da ADUFRJ, Carlos Alberto Marques, da APUFSC, Wagner Romão, da ADUNICAMP, e a presidenta do APUBH, Maria Stella Brandão Goulart. Também estiveram presentes, os membros da diretoria do sindicato: Maria Rosaria Barbato, vice-presidenta, Ricardo Gonçalves, vice-diretor financeiro, e Analise de Jesus da Silva, da diretoria setorial de Ações Coletivas e Movimentos Sociais.

A primeira parte da reunião foi dedicada aos informes e a análise de conjuntura.  O comitê fez uma avaliação das mobilizações do setor de educação nos dias 15 e 30 de maio, destacando o protagonismo do observatório do Conhecimento. Participando da reunião via Skype, o professor Carlos Alberto Marques, da APUFSC observou que a pauta da Educação e da universidade não mais faz parte da pauta geral da política. Para ele, a pauta está transitando entre outras pautas como a reforma da previdência e o vazamento das conversas de Moro.  A presidenta do APUBH, professora Maria Stella Brandão Goulart fez um informe sobre a plenária realizada no dia 17 de maio na UFMG com a participação de parlamentares mineiros para discussão dos cortes nas verbas da educação.

Já Wagner Romão da ADUnicamp ressaltou que o debate da e sobre a educação tem acontecido mais nas ruas do que na esfera política. Ele falou ainda de ser o momento para fazer campanha em defesa da educação e da universidade públicas e se manter informado sobre o que acontece nas comissões de educação, ciência e tecnologia.

O reforçoda mobilização nas ruas e a defesa do conhecimento científico e cultural para o enfrentamento da luta foi outro ponto discutido na reunião. Carlos Alberto Marques, da APUFSClembrou que o conhecimento se tornou objeto de disputa na justiça mencionando a liminar da justiça suspendendo os cortes no orçamento das universidades.

Uma das preocupações demonstradas na reunião foi a urgente necessidade de integração da comunicação do Observatório com os setores de comunicação das Associações e Sindicatos Docentes. A ação é considerada primordial para visibilidade do Observatório e torna-lo conhecido na comunidade universitária.

Ricardo Gonçalves, diretor do APUBH chamou a atenção para a necessidade de o Observatório refletir e combater o processo em curso de mercantilização da educação brasileira que tende a oprimir a educação pública. Já a diretoria de Ações Coletivas e Movimentos Sociais do APUBH, Analise Silva, ressaltou como fundamental ao Observatório a luta pela revogação da EC 95, pois ela se configura como uma das principais fontes dos problemas enfrentados pela educação pública.

A 1ª vice-presidenta do APUBH, professora Maria Rosaria Barbato, em suas considerações sobre a conjuntura, destacou a importância de se proceder a auditoria da dívida pública com participação social, para compreender a correlação de forças entre gastos financeiros e investimentos sociais, uma vez que estes são apresentados como justificativa para explicar a crise no país.

Eduardo Valdoski da ADUFRJ relembrou as motivações iniciais do observatório, destacando que a ideia não era ser reativo, mas sim produzir insumos para a defesa da educação, da liberdade acadêmica e o combate aos cortes.

O Comitê executivo discutiu também propostas de atividades junto às comissões de ciência, tecnologia e educação na Câmara Federal e promoção de uma ação na semana da Ciência em julho de 2019 em Brasília. 

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