Atenção para não cair em golpes de quadrilha de estelionatários

Nos últimos meses, cerca de 20 professores aposentados da UFMG foram vítimas de golpes de uma quadrilha de estelionatários e perderam cerca de 50 mil reais.

 

Nos últimos meses, cerca de 20 professores aposentados da UFMG foram vítimas de golpes de uma quadrilha de estelionatários e perderam cerca de 50 mil reais. Os golpistas entram em contato com os professores, por telefone, preferencialmente, fazendo-se passar por advogados da Apubh e oferecem facilidades para liberação de créditos judiciais de ações.

Os golpistas têm se aproveitado do acesso público às informações das ações da Apubh e oferecido facilidades, mediante o depósito antecipado de determinadas quantias para cobrir custas com taxas judiciais ou bancárias. Em todos os casos relatados ao sindicato, os golpistas sabiam qual é a agência bancária do professor e até mesmo o nome do gerente, conferindo uma certa credibilidade ao golpe.

A assessora jurídica da Apubh alerta ainda para outro golpe em que “o aposentado é comunicado por correspondência de um crédito decorrente de resgate de seguro e planos de previdência ou de aposentadoria adquiridos no passado, mediante o pagamento prévio de valores a título de custas para liberação ou habilitação do crédito”.

A diretoria do sindicato fará um boletim de ocorrência relatando o uso de seu nome para aplicação de golpes e orienta os professores que foram lesados a adotar o mesmo procedimento. Os professores idosos devem fazer a denúncia na Delegacia do Idoso e os demais em qualquer delegacia.

O sindicato tem recorrentemente enviado alertas para seus filiados e solicitado que, mediante contatos desta natureza, o filiado não faça depósito de nenhuma quantia, pegue os dados completos das pessoas com quem conversou e faça a verificação com a Apubh e sua assessoria jurídica. Não deposite nenhum valor para ninguém, antes de falar com a Apubh.

 

Confira abaixo as dicas da assessoria jurídica da Apubh:

1. o pagamento de créditos judiciais é noticiado no próprio processo em que é parte o aposentado, através de comunicado do Tribunal ao Juiz;

2. o pagamento em geral é feito através de ordens judiciais denominadas precatórios ou requisições de pequeno valor e os valores constantes dessas ordens nunca são depositados diretamente na conta corrente ou de poupança de titularidade do beneficiário, mas sim em conta aberta somente para esse fim pelo Tribunal responsável pelo pagamento;

3. somente os advogados que atuam no processo judicial ou o próprio aposentado é que têm acesso aos créditos judiciais;

4. para receber créditos judiciais não se exige qualquer depósito prévio, até mesmo porque os tributos são retidos por ocasião do saque pelo banco. Da mesma forma os honorários advocatícios poderão ser deduzidos por ocasião do saque ou serão acertados pelo próprio servidor diretamente com a sociedade de advogados que patrocina o processo;

5. na hipótese de acerto de honorários pelo próprio servidor através de depósito em conta, os advogados exigem o pagamento somente após o recebimento do crédito pelo servidor e nunca antecipadamente;

    1. não existe qualquer tarifa judicial para habilitação de crédito judicial ou levantamento de alvará, a ser paga a oficial cartorário, uma vez que esse é servidor público estadual e recebe remuneração para tanto.

    2. Para denunciar o golpe, se docente aposentado, procure a Delegacia Especializada de Proteção e de Crimes Contra o Idoso: Avenida Augusto de Lima, 1845, Barro Preto - Belo Horizonte; telefones: (31) 3236 1880 / 3236 1746 /3330 1747; funcionamento: 8h às 18h

 

 

 

 

 

 

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