Apubh se reúne com CUT, CTB e Sinprominas para discutir estratégias de luta contra a reforma estrutural

Objetivo é construir uma pauta conjunta de luta.

Em reunião realizada na tarde de 25 de outubro, Apubh se reuniu com dirigentes do Sindicato dos Professores de Minas Gerais – Sinprominas, Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais – CUT-MG, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB para analisar a atual conjuntura política, as estratégias adotadas pelas entidades representativas dos trabalhadores para tentar barrar a reforma estrutural, especificamente a PEC 241. Outro objetivo da reunião é construir uma pauta conjunta de luta.  

Carlos Magno de Freitas, vice-presidente da CUT- MG ressaltou a necessidade de demonstrar claramente para a sociedade e para os trabalhadores quais serão as suas perdas reais e como a democracia está sendo ameaçada por essa PEC.

Durante a reunião verificou-se que a dificuldade de mobilização dos trabalhadores das diversas categorias é geral, devido em parte pela desinformação, pela tentativa de acomodação à realidade desfavorável ou pelo medo de perder o emprego.  “Além disso, a desconstrução do serviço público feita pelo governo e a grande mídia têm dificultado a adesão de setores importantes da sociedade  às inciativas de movimentos contrários à PEC”, destacou Valéria Morato, presidente do Sinprominas e representante da CTB.  Carlos Magno indicou que falta à população informação e consciência sobre as perdas que seão provocadas pela PEC 241 sobre direitos já adquiridos. Neste sentido para ele é importante identificar quais são as fragilidades das estratégias adotadas pelos sindicatos e/ou movimentos sociais para conscientizar a população e motivá-la à ação.

O 2º vice-presidente da Apubh, professor Dalton Rocha chamou a atenção para a importância de construir algo que unifica a luta dos sindicatos dos diversos setores para que o movimento de contraposição à PEC seja fortalecido. Valéria Morato, presidente do Sinprominas apontou que este elo é a luta por Nenhum direito a Menos, pois este lema assegura a possibilidade de discussão com todos os segmentos da sociedade e a construção de uma luta unificada. “Nenhum direito a menos nos unifica, porque a gente não pode permitir que passe a 241 porque ela retira direitos. Você não pode permitir o negociado sob o legislado. Você não pode permitir a terceirização”, disse. Para a professora, o momento é de aproveitar as contradições existentes dentro do próprio governo e seus aliados para nos fortalecer. O foco atual deve ser a resistência para impedir a exploração dos trabalhadores a partir da aprovação da PEC.

Dalton Rocha apontou que é fundamental nos mobilizarmos para fazer pressão no Senado, uma vez que as entidades não se organizaram o suficiente a tempo de pressionar a Câmara.

Por sua vez, Dalmir Francisco, vice-presidente da Apubh alertou para o fato de que sempre imaginamos o trabalhador como alguém que quer a liberdade, mas nem todos a querem. O trabalhador como alguém que quer a igualdade, mas não são todos não. Nem todos estão dispostos a defender seus direitos e os direitos dos outros, pois os direitos são bens coletivos. Nós temos um limite de ação que é muito sério, pois estamos lidando com um povo que passou a conhecer democracia somente a partir de 2006.

Ao final da reunião foram propostos e aprovados os seguintes encaminhamentos: 1) publicação de um manifesto conjunto contra a PEC e esclarecendo a população sobre o impacto em sua vida cotidiana; 2)consultar os dirigentes das entidades sobre um ato conjunto no dia 11 de novembro (Os dirigentes da CUT e do Sinpro ainda informaram que as decisões das entidades estão sendo tomadas a partir de reuniões e assembleias com a base); 3) promoção em conjunto de um seminário sobre a PEC; 4) realização de nova reunião no dia 1º de novembro para novos encaminhamentos

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