APUBH promoveu Sessão de Documentário sobre Ocupações de 2016 na UFMG

A sessão fez parte das atividades da Quinzena Docente APUBH UFMG+

A APUBH promoveu, nesta quinta-feira (25/10), Sessão comentada do Documentário "Flor do Sol – Ocupa FaE/UFMG",  produzido pela Produtora Pimenta Filmes, Haydenée Gomes Soares e o grupo Mutum – Grupo de Pesquisas sobre Docência, Educação e Cinema, da Faculdade de Educação da UFMG (FaE). A sessão faz parte das atividades da Quinzena Docente APUBH UFMG+.

O documentário é um registro das ocupações estudantis que aconteceram na UFMG e em escolas de Ensino Médio, em 2016, em oposição à PEC do Teto de Gastos (PEC 241/55, EC 95), que congela investimentos do Governo Federal em áreas sociais por vinte anos. As gravações ocorreram entre outubro de 2016 e janeiro de 2017, na Faculdade de Educação (FaE), e também contou com um longo trabalho de pesquisa e com imagens cedidas por outras ocupações além da UFMG.

Estudantes, professores e técnico-administrativas contribuíram com depoimentos sobre as ocupações. Sobre o nome do documentário, o diretor Alexandre Pimenta, que integra o Grupo Mutum e da Produtora Pimenta Filmes, explica que “Flor do Sol remete aos girassóis que floresceram nos canteiros da Faculdade de Educação ocupada, durante um longo período”.

O documentarista aprovou a exibição do documentário, durante a Quinzena Docente APUBH UFMG+. “O espaço aberto para a gente neste evento é mais um ponto para discutir a relação dos professores e dos estudantes com a escola. Qual é o papel dos professores, qual é o papel dos estudantes, numa realidade de turbulência política, onde os rumos da Universidade pública são incertos”, observa. “É um momento de reflexão e de contribuição para essa luta, para superar esse processo”.

 “Mais do que nunca, no dia-a-dia o professor tem questionar o que ele está ensinando, questionar a realidade da escola, para que ele não fique em amarras de pedagogias e de formas de fazer. Olhar pelo aluno que, muitas vezes, a academia gera uma barreira entre o professor e o aluno”, avalia. “Não é só ensinar a disciplina, é também enxergar o estudante e os colegas na Universidade”.

Performance

A Sessão Comentada contou ainda com performance artística, apresentado pela estudante Tainá Martins, do curso de Artes Visuais da UFMG. A performance promoveu a reflexão sobre a violência policial, especialmente no que afeta a população negra e moradora de periferias. “A gente achou que foi recorrente a crítica à Polícia Militar, em relação à violência exacerbada que foi executada nas ocupações ”, comenta a estudante.

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