APUBH participa de atos de protesto contra o crime ambiental-humanitário da Vale em Brumadinho.

Manifestações reuniram centenas de pessoas em frente ao Memorial da Vale e à ALMG

Nos últimos dois dias, o APUBH participou de reuniões e atos públicos em Belo Horizonte em protesto ao crime ambiental-humanitário da Vale e em solidariedade aos familiares das vítimas. As manifestações foram convocadas pelas centrais sindicais, associações, movimentos sociais e populares e fazem parte de uma agenda de mobilização para cobrar das autoridades a responsabilização e condenação da Vale neste que está sendo considerado o maior crime trabalhista, humano e ambiental do país.  É importante que a Sociedade reflita sobre a mineração no Brasil e Minas Gerais, seus impactos humanos e ambientais, e os ganhos e as perdas para os estados e os municípios. É necessário que se faça uma reflexão sobres as consequências de um tipo de atividade, que explora um recurso finito, maximiza o lucro dos acionistas sem levar em conta os riscos ao ambiente e às vidas humanas.

Ato em frente ao Memorial da Vale

No dia 31 de janeiro, o ato para lembrar o sétimo dia do crime da Vale contou com a participação do APUBH UFMG+ e de várias entidades ligadas aos movimentos socais e ambientais. Marcado por protestos, denúncias do crime ambiental e contra os trabalhadores e um grande clamor por justiça, o ato reuniu centenas de pessoas em frente ao Memorial Minas Vale, em Belo Horizonte. De acordo com o professor Unaí Tupinambás, 1º vice-Secretário-geral do APUBH, a participação do sindicato é importante, pois “mostra para toda a sociedade civil como o corpo docente da UFMG está mobilizada contra o descaso e cobrando ações para que este crime não se repita”, afirmou.

Manifestação na ALMG

Já, nesta sexta-feira, 1º/02, as manifestações foram realizadas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais - ALMG, no momento, em que os deputados eleitos em 2018 chegavam para a cerimônia de posse e início do mandato legislativo. Os manifestantes também protestaram contra a Vale e exigiram a apuração do crime em Brumadinho e uma punição exemplar para os responsáveis.

Aos gritos de “Vale Assassina”, “Deputado vacila não, a CPI da Mineração” e com uma faixa com os dizeres “Quanto Vale uma Vida”, um dos grupos protestava nas escadarias da Assembleia, em meio a cruzes que representavam as vítimas do crime. “Nós estamos dando esse grito, porque senão não vai acontecer nada, porque desde Mariana não acontece nada com eles. Então eles devem ser pelo menos presos, porque isso é crime”, declarou Patrick Carvalho, participante do protesto.

Ainda na escadaria da ALMG, outro grupo apresentou uma performance relembrando as vítimas do mar de lama da Vale e cobravam a instauração de uma CPI da Mineração. Nas faixas, uma associação entre mineração e morte.

Presente no ato, a presidenta do APUBH, professora Maria Stella Brandão Goulart, destacou a importância da participação do sindicato e de todos as pessoas para se construir uma rede de resistência. “Nós precisamos estar atentos e sustentar esses temas, que são a pauta que a APUBH está construindo junto com os professores da UFMG e Ouro Branco. É muito importante que a gente fale da necessidade de se cuidar do nosso terreno, do nosso quintal, da nossa casa, de cuidar da sociedade brasileira e de garantir os direitos políticos, os direitos sociais e os direitos humanos”, disse.

Na próxima terça-feira, 05/02, às 17h, o APUBH participa de mais uma manifestação na Praça Sete, centro de Belo Horizonte, contra o crime da Vale e o fim da Justiça do trabalho.

Reunião na Reitoria da UFMG

O APUBH, representado pelo Professores Unaí Tupinambás, 1º vice-secretário, Cláudio Scliar, Diretor da Setorial de Ciência e Tecnologia, Professoras Deise Ferraz, 1º vice-tesoureira e Solange Bicalho, Diretoria da Setorial de saúde e qualidade de vida, participou no dia 28 de janeiro de reunião convocada pela reitoria da UFMG para discutir ações de intervenção em Brumadinho.

Com a presença de representantes de várias instituições (UFOP, PUC, Fiocruz, APUBH, Sindifes), além de mais de 80 professores, pesquisadores e docentes da UFMG, foi discutida a montagem de grupo de trabalho para o enfrentamento do crime ambiental-humanitário, a partir da experiência com o Programa Participa UFMG Mariana – Rio Doce, criado após o rompimento da barragem da Samarco em Mariana.

Na reunião ressaltou-se a importância de a Universidade não ficar presa nas ações assistenciais e sim ser catalisadora de reflexão crítica das causas de mais este crime ambiental-humanitário, apontando suas causas e mostrando propostas de ações para prevenção destes acidentes. Outros pontos abordados foram o tratamento das questões de direitos Humanos e o cuidado com as pessoas envolvidas.

A próxima reunião está marcada para o dia 04 de fevereiro às 14h.

 

 

galeria de imagens

post anterior próximo post Voltar para listagem