15/05: Hoje a aula foi na rua!

Manifestação reuniu mais de 250 mil pessoas, uma das maiores dos últimos tempos

Milhares e milhares de professores, estudantes e técnicos-administrativos da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG foram às ruas hoje (15/05) para protestar contra os cortes na educação e contra a reforma da Previdência.O dia de manifestação começou às 06h com panfletagem nas estações do Move Pampulha, Praça Sete, Praça da Estação e região Hospitalar.

A comunidade da UFMG lotou o Campus Saúde. Estudantes e professores da Educação Indígena da UFMG se fizeram presentes, entoaram cânticos de protesto e fizeram uma coreografia contagiante no protesto contra os cortes de verbas para a educação, ciência e pesquisa. No local, reuniram-se também estudantes e professores de outras instituições federais de ensino (Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – CEFET/MG, Instituto Federal de Minas Gerais – IFMG). 

Na concentração para a Marcha,a presidenta do APUBH, professora Maria Stella Brandão Goulart, destacou o caráter memorável da paralisação como um dia de defesa da universidade pública, gratuita e inclusiva. “É um dia de resistência e de afirmação de quem nós somos e de nosso trabalho como pesquisadores, cientistas, educadores”, disse.

Na concentração antes da marcha, o professor Leonardo Vidigal, da Escola de Belas Artes da UFMG,relembrou o histórico dos fatos que antecederam os cortes. De acordo com ele, não há outra alternativa a não ser a luta pela manutenção da universidade pública, gratuita, democrática e inclusiva. A luta é a única saída neste momento. Os professores da UFMG destacaram o impacto dos cortes para o desenvolvimento da pesquisa e a apreensão com a possibilidade de interrupção de importantes projetos de pesquisa. Além dos cortes em torno de 40 % no MCTIC, 25 % no MEC, cortes de bolsas na CAPES que paralisam às pesquisas em desenvolvimento, o bloqueio de 30 % nos recursos das Universidades Públicas afetarão o pagamento das contas de água e luz, bolsas e pagamento de empresas terceirizadas, ou seja, não haverá recursos para o dia a dia da Universidade.

Maurício Vieira Gomes da Silva, coordenador de Política e Formação Sindical do Sindifes, ressaltou a importância da luta pela universidade e pelos direitos como movimento de resistência à política do governo. Ele falou ainda sobre o fato de mais 90% da pesquisa do país ser realizada nas universidades públicas.

Durante a caminhada para a Praça da Estação, as avenidas Alfredo Balena e Afonso Pena foram tomadas por cerca de cinquenta mil manifestantes, que conclamavam a população a aderir ao ato ressaltando que a luta pela educação é uma luta de todos.  Na praça da Estação, a comunidade universitária da UFMG encontrou-se com outros sindicatos da área da Educação, estudantes de outras Universidades, Institutos Federais e Escola básica, além de Movimentos Populares que estavam no local para defender o Direito à Educação. Dali partiram em passeata rumo à Praça Raul Soares, local de encerramento do ato. Os manifestantes encheram a Avenida Amazonas, desde antes da Pça Sete até a Pça Raul Soares. Cerca de 250 mil pessoas participaram do ato conjunto.

À tarde, a agenda de atividades continuou no auditório do CAD 1, campus Pampulha da UFMG com um seminário sobre a Reforma da Previdência, outro ponto da pauta da luta dos trabalhadores em educação. O maior auditório da UFMG ficou lotado.

 

Montes Claros e Ouro Branco

A comunidade universitária do Instituto de Ciências Agrárias da UFMG também aderiu à paralisação e participou de ato na Praça Dr. Carlos no Centro de Montes Claros.  O ato reuniu cerca de 5 mil pessoas.

Em Ouro Branco, os professores do campus Alto Paraopeba da Universidade Federal de São João Del- Rei (CAP/UFSJ) participaram de Ato unificado pela Educação Pública em conjunto com IFMG e a rede estadual de ensino, na Praça Marília.

 

Confira fotos da concentração no Campus Saúde/UFMG e do Ato do dia 15 de maio.

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